quarta-feira, maio 17, 2006

Inverno

O inverno tá quase aí, mas o meu blog já foi dormir junto com os ursos. Uma hora ele acorda!

quarta-feira, abril 19, 2006

Quando comecei... Parte II

Tá certo que fui obrigado, perdi um ano da faculdade, sofri e comi o pão que o diabo amassou, mas passar 10 meses no Exército Brasileiro (o famoso EB), teve lá seus momentos bons. Acho que foi lá que acampei pela primeira vez. O primeiro acampamento foi o mais temido. Seria o acampamento para deixarmos de ser recrutas e passarmos a ser soldados. Tudo que se fazia era correndo com a mochila e fuzil na mão. Quem não corresse tinha que rolar no chão com a parafernalha toda. Até na fila da comida tinha que ficar pulando. Só parava quando tinha comida no prato. Aprendemos a atirar, técnicas de invasão, rastejar, rolar no barro, montar bombas, lançar granadas, fugir das granadas, achar minas, cavar trincheiras, enfim... sobreviver nas condições de uma guerra. Uma vez, voltando de uma instrução o sargento perguntou se a gente queria voltar correndo ou andando. Claro que todos responderam andando. Então ele disse pra segurarmos o fuzil acima da cabeça e com os braços esticados. Quem dobrasse os braços, teria que ficar correndo em volta do pelotão. A gente corria muito, comia pouco, dormia pouco e passava frio. Depois desse acampamento, os que seguiram foram light. A gente se divertia pilotando os jipes em alta velocidade nas estradas de terra. Eu era chefe de viatura e ficava do lado do motorista dizendo pra onde ir e o que fazer. Atrás tinha uma metralhadora e nela ficava o Herik. Ele se agarrava como podia pra não sair voando durante os saltos. No fundo, todos se divertiam. Até o tenente que tentou atirar num passarinho à 5m e errou. O pior, o passarinho nem se moveu. Tentou de novo e nada. Depois colocou a culpa na pistola. Todos riram. O quartel se mudou pra Pirassununga, por isso todos sairam na Primeira Baixa. Não acho que foi um ano perdido. Aprendi muita coisa e talvez a paixão pelo mato e pela natureza, tenha intensificado lá. O melhor são as histórias que tenho guardadas!!!

Numa marcha voltando de Franco da Rocha

quarta-feira, abril 12, 2006

X Files


Depois de uma overdose de aliens e seres bizarros, descobri que a atriz Gillian Anderson é bem mais atraente que a agente do FBI Dana Scully!

terça-feira, abril 11, 2006

R$ 14,00

Com esse precioso valor meu mundo ficou mais legal. Comprei um microfone, daqueles de telemarketing. Agora consigo falar com as pessoas de outros países praticamente de graça. Minhas irmãs, cunhados e sobrinhos... todos lá longe e agora parecem que estão aqui. Hoje foi mais legal e meio estranho. Falei com a Nina, lá da Alemanha. Fazia muito tempo que não falava inglês, mas aos poucos fui me soltando. Foi nostálgico! Me deu saudades da Austrália. Me deu saudades da Nina! E é aí que me pergunto: O que estou fazendo no Brasil?

sábado, abril 08, 2006

Robin Hood

Agora a moda é brincar de Robin Hood. Tudo começou quando eu e o Boca fomos montar uns equipamentos de circo no evento da JEEP. Lá entramos em contato com o esporte. Depois fiquei sabendo que a Cris, uma amiga nossa, era a segunda no ranking brasileiro e tinha ido pra mundial e tudo. Agora já não vejo a hora de começar o curso. Também acabamos arrastando outros amigos pro curso. Parece bem divertido! Já conheço o presidente da FPAF, alguns atletas brasileiros, marcas famosas, miras, lâminas, recurvo, composto, gatilho... Ihhh, vai longe...

Cris numa etapa do Campeonato Paulista no SESC Interlagos.

sábado, abril 01, 2006

Só os Fortes Sobrevivem!!!

Já dizia o Sgt. Mesquita na minha época de exército. Essa sexta foi a vez de passar a madrugada vendo os filmes da Odisséia de Cinema, no Espaço Unibanco. Três sessões pelo preço de uma e com direito a som feito por DJs e café da manhã no final. Os filmes foram:


V de Vingança: Se não me engano é mais uma adaptação dos quadrinhos pro cinema. Filme de ação com explosões e porradas e que te prende pela trama. A atuação da bela Natalie Portman ajuda a manter o povo acordado e faz a película valer a pena.

Pele de Asno: Esse foi a prova de fogo. Um conto de fadas francês transformado em musical. Cara dos anos 70, tem uma pequena participação da Catherine Deneuve. História boba, músicas pentelhas (Amour, amour, je t'aime tant), personagens bizarros e situações surreais. Acho que pelo menos 1/3 da sala foi embora.

Tempo de Valentes: Filme argentino bem legal. Momentos trágicos, de suspense, de ação e comédia. Despretensioso, diverte a maioria e faz público sair contente em busca do café da manhã.

Pra terminar, sanduba, bolo, suco e café. Sobrevivi!!!

sexta-feira, março 24, 2006

Saudade da Magrela

Começou com o meu emprego em Alphaville. Muito longe e perigoso pra se ir de bicicleta. Aí ela ficou lá... no cantinho... esperando... Depois comprei a Biz, que me facilitou a vida. A poeira foi acumulando, os pneus murchando. De repente, uma mensagem de um amigo que não via há uns 12 anos. Por coincidência um dos amigos que estão nas fotos do começo das minhas aventuras. O Irineu! Continua o mesmo, mas com 10kg a mais. Continua pedalando e foi a chance pra eu tirar a bike da poeira. Fui ontem pedalar com um grupo do qual ele participa. Os Loko Bikers. De louco não tem nada além do nome. Um grupo bem heterogênio. Vinte pessoas de diferentes idades e sexo se juntaram pra pedalar durante a noite de São Paulo. Em grupo, é sempre mais seguro e passamos por lugares que nunca tinha ido antes. O ritmo não é puxado, mas também não é passeio. Param várias vezes pra esperar os retardatários, mas mesmo assim foi divertido. Saí de casa às 20h. Voltei quase 1h. Pedalamos uns 40km. Tanto tempo na bike me deu dor na bunda e satisfação por ter feito uma das coisas que mais gosto!

quarta-feira, março 22, 2006

Canyoning

O equipamento é pesado. A caminhada é longa. Demora horas pra se montar, minutos pra se descer e exige um grande esforço pra subir. Desmontar, cansa mais ainda. Mesmo assim vale a pena e sempre volto renovado depois de descer uma cachoeira! O final de semana em Itaqueri, na cachoeira Saltão(80m), foi ótimo!

(*Julita, que desceu pela primeira vez e já viciou!)

sexta-feira, março 17, 2006

Unânime

Tem coisas na vida que são unânimes. A beleza da Michele Pfifer, o talento do Pelé, a potência de uma Ferrari. Nessas últimas entrevistas que andei fazendo, uma coisa se tornou unânime no meu portfolio também. Não há um diretor de arte, de criação ou dono de agência que não tenha comentado sobre o logo "Os Apocalípticos". Sempre gostam! Lembro que a escolha foi difícil e depois de alguns votos, ficou o eleito. É da falecida produtora de um amigo. Quem sabe um dia não renasce das cinzas?

quarta-feira, março 15, 2006

Quando comecei...


Depois que li o livro "Meio Século no Limiar do Perigo", fiquei tentando lembrar quando foi que comecei a me aventurar. A bicicleta sempre foi uma paixão desde muito pequeno. Lembro de um episódio em que pilotava minha Caloi azul. Costumava dar voltas no quarteirão de casa. Numa das ruas tem uma lombada, pois é descida. Lá fui eu me aventurar a saltar a lombada. A bicicleta saiu do chão e eu decolei da bicicleta. Ela de um lado e eu, de barriga, do outro. Um carro pára do meu lado e a pessoa pergunta se está tudo bem. Quando levanto, vejo que é minha professora de inglês. Envergonhado, digo que está tudo bem. Tiro a sujeira do peito, pego minha companheira azul e volto pra casa.


Alguns anos depois, a grande aventura era fazer trilha de bicicleta. Passava o domingo todo com os amigos pedalando por estradas de terra que levavam até usinas abandonadas ou cachoeiras. As quedas d'água não eram como essas que visito atualmente, mas dava um frio na barriga por ser dentro de propriedades particulares. No dia dessa foto a gente tinha levado uma corda. Amarramos no pé de uma árvore e resolvemos descer. Primeiro o Irineu, depois o Langui, eu, o Fernando e por último o Biruel. Todos segurando a mesma corda com as mãos. O Biruel se desequilibrou e balançou a corda. Sem querer o Fernando largou e foi escorregando rumo à corredeira. Passou por mim. Tentei agarrar a mão dele, mas escorregou. Foi a vez do Langui tentar, mas escorregou novamente. Por último o Irineu, que também tentou segurar pela mão e não conseguiu. Como última alternativa o Irineu usou o pé. Conseguiu encaixar bem no meio das pernas do Fernando! Quem diria... Foi salvo por um "pé no saco"! E foi minha primeira experiência descendo cachoeiras. Depois disso "a coisa" nunca mais saiu do sangue.

terça-feira, março 14, 2006

No farol...


Sinal vermelho. Páro.
- Essa é a nova Biz?
- É sim!
- E é boa?
- Eu tô gostando bastante!
- Quanto custa uma dessas?
- A zero deve estar uns 5 paus.
- E anda bem?
- Anda sim! É uma mão na roda!
- E é econômica?
- Ah, é sim... Faz em média uns 45.
O farol abre e vou embora.

Esse tipo de diálogo tem sido bastante freqüente desde que comprei a Biz.

segunda-feira, março 13, 2006

Boneca Inglesa


Foi pra outro país pra estudar. Lá, morou com pessoas de várias nacionalidades diferentes e fez muitos amigos. Agora com quase 30, de volta ao seu país, tem um emprego e uma vida como a sociedade manda. Na verdade nem tanto, já que não consegue ficar muito tempo com uma namorada. Tem uma motoca, e com ela, roda a cidade pra lá e pra cá.

Eu??? Não... Não sou eu não. É o Xavier, personagem principal do filme Bonecas Russas. Vi nessa última sexta feira no Noitão do Belas Artes. Três filmes seguidos durante a madrugada, pelo preço de um. É um filme bom! Tem seus momentos engraçados, outros românticos e alguns dramáticos. Talvez seja até água com açúcar, mas pra mim não. Gostei muito porque me vi no Xavier. Todas as lembranças da Austrália passaram pela minha cabeça. Agora só falta a minha vida chegar no ponto onde acabou o filme.

(*Kelly Reilly no papel de Wendy)

domingo, março 12, 2006

Voltei...

E faz tempo até! O que não voltou foi a minha criatividade pra escrever. Tá lá na Serra do Cipó ainda. Já já ela chega!

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Ala la ô

Tô fugindo da folia. Destino: Serra do Cipó!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O Rio de Janeiro continua lindo...


E cheio de ladrões também! A cidade maravilhosa ainda não conseguiu me conquistar. Tinha ido pra lá algumas vezes, mas era muito criança e nem lembrava mais. Já tenho um certo bloqueio ao Rio, mas dessa vez fui um pouco mais aberto. Acho as vistas aéreas que mostram na novela, nos postais, nos cartazes de turismo, uma maravilha, mas de perto não acho tudo isso. Copacabana é bonita, mas já vi praias melhores. Acho que o que fez o Rio ficar maravilhoso, foi a bossa nova. Tom Jobim cantava o Rio (e afins) de uma maneira que fez todo o resto do mundo acreditar que era maravilhosa. Também não vi nenhuma "coisa mais linda, mais cheia de graça" pelas ruas. Acho uma cidade bonita, mas seria melhor se não tivesse os cariocas. Com ar de malandro, tenho a impressão de que todos os eles querem passar a perna nos paulistas. No banheiro do shopping, o rapaz da limpeza começou a conversar com a gente. Depois pediu uma "caixinha" pra ajudar. O Boca deu algumas moedas que tinha. Ia dar R$ 1,00, mas o cara falou: "Um real não, me vê cinco reaixxx aí." Falei que não tinha. "Como não? Vi aí na sua carrrteira." Falei com sotaque bem paulista: "Isso é pra eu comer, mano!" Dei R$ 2,00 pro cara e fui embora. Depois, na praça de alimentação. Fui no Bob´s comprar um milkshake de Ovomaltine. O telefone toca depois de eu ter feito o pedido. A moça me dá o maquininha da senha e eu digito a errada. Falo pra ela e me faz cara feia. Digito de novo e tudo certo. A ligação termina e ela me entrega o milkshake. Branco como se fosse só de baunilha. Reclamei com ela e me disse que era daquele jeito. "Em São Paulo não é assim não, só se fosse de baunilha." Ela me fala que pra ficar mais escuro, teria que colocar uma concha extra de Ovomaltine e teria que pagar. "Mas tá branco, não tem Ovomaltine nenhum." Ela pega meu milkshake, coloca mais uma concha de Ovomaltine e me entrega, sem falar nada. Agora me digam, se fosse realmente daquele jeito, vcs acham que ela não cobraria pela concha extra de Ovomaltine? Sem contar o episódio do furto no show, que fiquei me sentindo um trouxa. É... O Rio ainda vai ter que se esforçar muito pra me conquistar!

terça-feira, fevereiro 21, 2006

A Bigger Bang!


Estava eu, no meio da multidão. Cerca de 2 milhões de pessoas esperavam 4 ingleses entrarem no palco. Antes do show começar, a tentativa de ser VIP. Fomos até o palco conversar com um amigo da Ju. Ela abria o caminho no mar de gente. O Boca seguia atrás. Logo em seguida a Pri e depois eu. Quanto mais perto, mais cheio, mais difícil de andar. Esbarrões e empurrões pra todos os lados. O Boca abaixa e acha o próprio RG no chão. “Tomem cuidado com os bolsos”. Quando coloquei a mão nos meus, já era! Os zíperes abertos e cheio de ar! Já era o meu celular. Já era a minha habilitação. Já eram os R$ 6,00. Do Boca furtaram R$ 40,00. Enfim, chegamos ao palco. Esperamos alguns bons minutos até o amigo da Ju aparecer. Negocia daqui, negocia de lá. Ele vai e volta. Tenta mais uma vez e nada de liberar nossos VIPs. Voltamos para uma parte mais “tranquila” da praia. Ficamos atrás do penúltimo telão. Vimos um pouco dos Titãs e resolvemos ir mais pra frente na hora dos Rolling Stones. Fomos pra trás do segundo telão, num lugar onde podíamos respirar! Duas horas de puro rock’n roll! Performance espetacular de Mick Jagger. Keith Richards não fica atrás e canta duas músicas. Mais discretos, Ron Wood e Charlie Watts também mandam bem! Tocam poucas músicas do album novo e as clássicas que fazem o povo delirar e cantar junto. Acabam com Satisfaction. Saem todos de Copacabana satisfeitos e felizes por participarem de um show histórico!

(olha a gente lá!)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

It's only Rock'n Roll


- Nunca vi um show dos Rolling Stones
- Nunca fui num show na praia
- Nunca fui pra Copacabana
- Não conheço nada no Rio de Janeiro
- Nunca viajei numa excursão da USP

Tudo isso pelo rock!
It's only Rock'n Roll, but I like it!!!

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

A casa caiu!!!


Hoje pela manhã, como é de hábito, levantei da cama e fui em direção ao banheiro pra tomar uma ducha. Já no meio do corredor, vejo em frente à porta do banheiro, um monte de sujeira. Achei estranho, já que agora, como estou morando sozinho, tento deixar tudo limpo e organizado. Quando chego na porta, a surpresa!!! O reboque to teto do banheiro tinha desabado!!! Era entulho pra tudo quanto é lado... chão, box, pia. Juntei a sujeira de qualquer jeito e tomei banho pra trabalhar. Acho que o apartamento está precisando de uma reforma!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Atibaia


Entramos na cidade por volta das 22h. As ruas próximas à rodoviária estavam quietas e vazias. Deixamos os carros lá mesmo. Com as mochilas nas costas, começamos a caminhar em direção à trilha. Passamos por uma igreja e logo depois pegamos uma avenida longa que terminava num clube. Por lá, centenas de pessoas... Umas circulando, outras numa fila quilométrica. Enquanto olhavam torto pro grupo de malucos carregando barracas, cordas e equipamentos de escalada, tentávamos descobrir o que se passava dentro do clube. A Gra com sua mochila, caminhando em passos largos e se preparando pra enfrentar 4h de subida íngrime, questionou se sua opção era a melhor coisa pra se fazer num sábado à noite. Num carro um chamativo adesivo com os dizeres: "Inimigos da HP, 4 de fevereiro às 23h". Foi aí que concluimos que nosso programa era bem melhor. No meio da trilha, a vista da cidade e o silêncio da noite compensaram o esforço físico!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Indignado!!!


Quinta-feira, 18h30. Espero a chuvarada passar. Entra na sala o tal "consultor" da agência e chama os homens da criação, o produtor gráfico e motorista da agência. Todos comportados na sala de reuniões e o cara fala o seguinte: "Olha gente, como todos vocês viram, estamos contratando uma recepcionista. Ela tem 16 anos, é bonita e não quero ver ninguém com gracinha, piadinha ou intimidade com a garota!" Fala sério! Que coisa ridícula!!! Ele acha que quem trabalha aqui é criança? Me senti ofendido, como todos os outros. Nunca vi uma coisa dessas! Tá na hora de eu mudar de emprego!

Ninando...


Na quarta-feira que se passou, fui visitar a Camila que trabalhou comigo na Dreamaker. Ela teve o Pietro há uns 5 ou 6 meses e tinha prometido pra ela que faria uma visita. Se casou agora pouco lá em Fortaleza, sua terra natal. Agora mora com o maridão num apartamento maravilhoso no Morumbi. Décimo sétimo andar com uma vista incrível de São Paulo. Decoração clean e de muito bom gosto. O quarto do Pietro, não foge dos padrões. Tem luz pra trocar fralda, luz pra amamentar, luz pra dar uma olhadinha nele enquanto dorme, luz pra limpar o quarto. Projeto da irmão arquiteta da Camila. O mais curioso: o Pietro dorme numa rede. Isso mesmo, uma rede!!! E fica super bem! A Camila disse que quando foi pra Fortaleza, viu alguma amiga ou parente colocando o filho pra dormir na rede e achou interessante. É só dar umas balançadinhas e em 1min ele dorme. Comentário da Andrea: "Legal que o quarto todo custa R$ 5.000,00 e o Pietro dorme numa rede de R$ 30,00!" hehehe

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Internet

Agora, à jato!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Enguias!!!


Sábado teve a comemoração do Ano Novo Chinês lá na Liberdade. Passei lá pra dar uma olhada, mas a festa não estava lá mil maravilhas e a praça estava lotada! Como não conseguimos (eu, Rui, Pri e Boca) ver muita coisa, decidimos almoçar. Desafio: provar uma enguia num restaurante chinês. A idéia era ir no Chi Fu, mas acabamos indo no Rei dos Reis achando que era o Chi Fu. Com medo de ser maltratado pela chinesada por sair do restaurante, resolvemos ficar. Restaurantes chineses tradicionais são peculiares. Só trabalham chineses e o português deles se equivale ao de uma criança de 3 anos. Quando trazem as bebidas pedidas, não distribuem cada bebida, pra cada pessoa. Tudo é colocado de um lado só e a gente que se vire. O menu é enorme e a garçonete fica ao seu lado te "pressionando" pra escolher os pratos. Eu e o Rui decidimos pedir a tal enguia no alho, tofu com carne e legumes, mostarda chinesa e uma porção de camarões médios no alho também. Chegou o tofu, mas não tinha palitinhos pra gente comer. Meio com receio, pedi os palitinhos. A garçonete trouxe e, como as bebidas, colocou de um lado só da mesa pra gente mesmo distribuir. Tofu, mas nada de arroz. "Rui, é a sua vez. Pede o arroz aí!" Também com receio ele pediu o "goham". Falei pra ele que "goham" é arroz em japonês. Em chinês é "fan". Não sei se é isso mesmo, mas foi o que falei... hehehe. Veio o arroz, depois a mostarda e depois o camarão. Todos os pratos lindos, maravilhosos, com cheiro ótimo e deliciosos. A enguia veio por último. Na minha avaliação, tem gosto de peixe só que tem a carne mais firme. Não tem espinhas, só a coluna vertebral e fica mais fácil de se comer. Escorrega pra pegar com os palitinhos, mas é muito bom! Melancia de sobremesa! Antes de vir a conta, o restaurante foi invadido por um leão chinês e um tambor que ditava o ritmo da dança. Panças cheias pra comemorar o Ano Novo Chinês! Feliz Ano do Cachorro!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Fogo!!!


Chego em casa um pouco molhado por causa da garoa. Acendo a luz do quarto pra tirar a roupa úmida. Bzzzz! "Que isso?" Bzzzz, bzzzzz, bzzzzzzz!!! A luz se apaga. Bzzz, bzzzzzz! Pow! Vejo um clarão lá fora. Abro a porta da varanda e vejo faíscas e algo pegando fogo na rua de cima. Pow! Bzzzz, bzzzzzz! Pow! "Xiii, vai explodir!" Acompanho tudo de longe e aproveito para sacar a minha camera e registrar o evento. Vejo a movimentação de alguns moradores até a chegada do caminhão de bombeiros. Cansado de ficar na varanda, decido ir lá perto. Para a minha surpresa, os bombeiros, assim como os moradores, observavam o fogo. Isolaram a área para os carros não passarem e ficaram lá, esperando o fogo se apagar. Depois de uns 30min o fogo se apagou. Liberaram a rua e a Eletropaulo chegou. Todos foram para suas casas. Os bombeiros sairam com a sensação de dever cumprido. Eu, com fotos bacanas na camera! A situação ficou bem mais dramática nas fotos que na realidade. Nenhum ferido, salvaram-se todos!

Pra quem quiser ver o circo pegando fogo!
http://flavs.multiply.com/photos/album/89

DOV 2801

Os documentos da Biz ficaram prontos e essa aí é a placa dela. Agora já posso vir pra Alphaville com ela. Ontem, que foi feriado e tive que trabalhar, demorei apenas 25min. Hoje, com o trânsito normal, 35min. Nem se compara com aqueles longos 90min de ônibus... De volta à minha vida social! Hoje quero ir ao cinema! :)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Alma Errante

"Quando era jovem e a vontade de estar em algum outro lugar me possuía, alguém me assegurou que a maturidade iria curar tal impulso. Quando minha idade me caracterizava como maduro, soube que o remédio para tal impulso viria com mais idade. Quando cheguei a tal idade, fui novamente tranquilizado, o passar dos anos acalmaria minha febre. Agora, com 58 anos, quem sabe, a senilidade cuidaria do assunto. Nada funcionou... Em outras palavras, não consigo me curar, ou seja, uma vez uma alma errante, sempre uma alma errante. Temo que a doença seja incurável!"

Essas são as palavras de John Steinbeck que está no livro "Meio Século no Limiar do Perigo" - Memórias de um Aventureiro Amador (Claudio de Moura Castro). Ganhei esse livro da Lenita (mãe do Guilherme). Ela disse que achou a minha cara esse livro. Acertou! Obrigado pelo livro, acabei de descobrir que sou um caso perdido como o tal John Steinbeck! hehehe

sábado, janeiro 21, 2006

Morada do Sol


É o que signfica Araraquara e é onde vim passar o final de semana. Depois de passar 3h dentro do ônibus com ar condicionado, enfrentar o calor dessa terra não é fácil. Em qualquer lugar que se sente ou encoste, gruda por causa do suor. Tirei do quartinho do fundo um ventilador velho e coloquei no sofá uma colcha. Só assim pra parar de suar e não ficar colado no tecido impermeável. Consegui ler um pouco, mas o desconforto continuava. Dormir, nem pensar... Tudo fica quente, a cama, o lençol, o travesseiro. Tentei, mas não consegui. Levantei e tomei um banho frio. Li mais um pouco, vi meus e-mails e depois voltei a ler. Mesmo depois do sol se pôr, o calor continua insuportável. Vi um DVD com o suor brotando na pele. Agora estou aqui, suando às bicas e escrevendo no blog. Já já vou tomar outro banho gelado pra conseguir dormir. E viva o verão!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Cabelo ao vento!


Tudo bem, sei que a frase aí em cima não é bem verdade. Primeiro porque eu já quase não tenho cabelo e segundo que ando de capacete. Mas o que interessa mesmo é que agora estou "motocarizado". Isso mesmo, comprei uma motoca pra facilitar a minha vida. É uma Biz 125 KS preta 0km! Meu primeiro veículo 0km. Dizem que faz até 50km com um litro. Hoje acabei de encher o tanque (4l) e fiz o cálculo da quilometragem. Deu cerca de 36km/l. Não é ruim, mas queria que fizesse mais. Não sei se é porque o motor é novo e está "amaciando" ou se é porque levei o gordo do Boca, muitas vezes na garupa. Anyway, tô feliz! Sei que muita gente não gostou muito da minha nova aquisição por causa dos perigos de se pilotar uma motoca em SP, mas podem ficar tranquilos, terei bastente cuidado! Como dizem os escoteiros "sempre alerta"!

terça-feira, janeiro 17, 2006

De volta...


Os neurônios já tinham acabado a greve faz um tempo. Aproveitaram as festas de fim de ano pra tirarem férias. Agora voltaram à ativa, mesmo querendo continuar com os pés descalços, areia fina e branca entre os dedos, mar azul e cristalino no horizonte, açaí e sombra fresca!

O Ano Novo começou com tudo novo. Bermuda nova, camiseta nova e cueca nova! Agora fica a promessa de parar de escrever posts reclamando da vida!

Feliz 17/Jan/2006!!!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Greve

Meus neurônios estão em greve por tempo indeterminado. Alguns pedem férias, outros aumento salarial e outros simplesmente não querem trabalhar. Enquanto eles não organizarem essa bagunça, por medidas de segurança, o blog vai ficar fechado!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Acampar?

Oito da manhã. Caminho pela ciclovia em direção ao ponto de ônibus. O semáforo fecha e páro ao lado de um tiozinho que faz sua caminhada matinal. Ele me olha e pergunta:
- Vai acampar?
- Como?
- Vai acampar?
Penso em dizer que vou trabalhar, mas alguma coisa me disse que ele não acreditaria.
- Não vou acampar não!
- Ah, mas já é fim de semana praticamente.
- Hahaha, ainda não, mas amanhã eu vou!

Não sei de onde ele tirou que eu estava indo acampar. Só porque estava de tênis de trekking, bermuda, camiseta, óculos escuros e mochila nas costas? Sabia que tinha acertado na minha profissão! Pelo menos posso me vestir da maneira que quero. Infeliz é o consultor que veio pra cá essa semana e tem que usar calça comprida, sapato de pagodeiro, camisa e gravata nesse calor infernal! O pagodeiro acabou de mandar uma menina do financeiro embora! :(

segunda-feira, novembro 21, 2005

Persistência

Seilá tem horas que coloco uma coisa na cabeça e enquanto não chegar ao objetivo, não sossego. Ultimamente tem acontecido com esportes. Talvez porque os objetivos sejam mais fáceis de alcançar. Recentemente nadei 3.000m pela primeira vez. Fiz em 1h09'30". Se o tempo é bom? Seilá, só sei que saí da piscina renovado.

Hoje eu queria nadar, mas foi feriado em Barueri e a ACM, onde nado, estava fechada. Tive que trabalhar da mesma maneira. No fim do expediente, o Bob e o Alison (da agência) insistiram pra eu ir correr com eles na pistinha que tem ao lado do clube. A volta da pistinha tem 1km então aceitei o convite e coloquei na cabeça que ia correr 10km. Corri. As duas últimas voltas foram bem difíceis, mas o psicológico ganhou do físico e terminei o percurso 52'52". Se é bom? Também não sei. Só sei que fiquei feliz!

Agora veremos qual será o próximo desafio. O bom é que a cabeça dura e a persistência se aplicam pras outras coisas e não só pro esporte.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Combatendo o Stress


Já faz um bom tempo que não posto nenhum texto por aqui. Ando tendo um humor bem instável e não queria escrever nada que fosse reclamação da vida. O humor ainda não está 100%, mas já está melhor.

No post anterior disse que só a endorfina salva, mas a adrenalina também ajuda. No final de semana fui pra São Luis do Paraitinga descer a Cachoeira Grande, que deve ter entre 35 e 40m. Nada muito grande, mas suficiente pro organismo mandar adrenalina pro sangue, pro cérebro ou seja lá pra onde for. O importante é que fiquei bem feliz e mais calmo. Na segunda tive que trabalhar e o stress voltou. Na terça foi vez da endorfina agir depois de algumas horas de escalada. Mais relaxado, voltei ao trabalho na quarta-feira pra receber uma bomba de stress. Fiquei de mau humor até hoje, mas a boa notícia é que amanhã já é sexta feira e no domingo vou escalar novamente!

quarta-feira, novembro 09, 2005

Previsão

Tempo instável. Nebulosidade e sujeito a pancadas de chuvas e trovoadas.
Só a endorfina salva!

segunda-feira, novembro 07, 2005

Segunda-feira

O Garfield tinha razão. Segundas-feiras são terríveis! :/

quinta-feira, novembro 03, 2005

Existe vida após o trabalho?


Muitos acreditam que não. Acreditam que é só isso aqui e mais nada. A chefia entra nesse grupo. Acha que vivemos pra trabalhar. Adora inventar reuniões após o expediente e qualquer tipo de coisa que faça os funcionários ficarem no trabalho mais do que deveriam. Pra mim, trabalho urgente é falta de organização do cliente. A última foi um encontro de RH para "alinhar" as funções de cada um. Quando foi isso? No feriado do dia 02 de Nov. Um dia onde a gente poderia descansar e esquecer o stress do dia-a-dia, foi ocupado com exercícios de eficácia duvidosa. Eu acredito em vida após o trabalho. Acredito que trabalho pra viver. Não quero ser escravo do dinheiro. Quero o dinheiro pra ter os pequenos prazeres da minha vida. Assistir a um filme no cinema, tomar um café ou um milkshake, nadar, jogar basquete, viajar, mergulhar, escalar encontrar os amigos pruma pizza…
Quero viver minha vida!!!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Cachorros contra Flávio Chan

Não é possível! Não posso mais andar tranquilo pela Av. Sumaré. Parei numa loja que vende carros pra dar uma olhada, quando percebo que pisei em algo "cremoso". Ainda consigo parar o meu pé no meio do caminho, mas aquela massa marrom já tinha grudado na sola da minha bota. Não imagina como fiquei feliz. Chegando na esquina, bati o pé na calçada, pra ver se o cocô saia da sola. Na segunda batida, cachorros começam a latir. Avisto um carrinho de pegado de papelão e isso não me trás boas lembranças. Dois vira-latas vem correndo em minha direção! Dessa vez fui mais esperto e saí correndo também!!! Eles ainda correram uns bons 20m atrás de mim. A única vantagem que vi nisso é que por causa da correria, não sobrou nenhum cocô na minha sola! Ainda não estou acreditando...

Dois Momentos do Fim de Semana

Primeiro Momento

Em São Paulo, garoa. Me dirijo ao Cinesesc pra pegar uma sessão da Mostra de Cinema. Depois de comprar o ingresso, resolvo comer um queijo quente no boteco da frente. Três caras conversam sobre propaganda. Um dizia que o Zeca (Pagodinho) tinha acabado com a imagem da Nova Schinn. Os outros concordavam. Um outro cara, sentava no canto direito do bar e tomava sua cerveja sozinho. Conversava com o funcionário. Um outro, com uma cara deprimente, sentado na mesa do lado esquerdo e encostado na parede, também tomava uma cerveja. Meu misto quente chegou e comecei a comê-lo. Um cara entra correndo no boteco, por causa da chuva. Pede uma 51 e um Derby. O atendente enche mais da metade de um copo americano com a pinga. O cara toma num gole só e meu queixo cai. Antes de chegar o cigarro, ele pede outra, manda pra dentro, pega o Derby e sai correndo na chuva. E por incrível que pareça, numa linha reta. Como pode?

Segundo Momento

Fim de domingo e fui na Decathlon comprar um capacete para escalada. O caixa demora. Quando chego, acontece a seguinte conversa entre eu, o caixa e o Boca:
AT - Boa tarde!
FC - Boa tarde!
AT - Tudo bem?
FC - Tudo bem!
AT - Como foi a semana?
Me pergunto: O que? e respondo:
FC - Não muito boa.
AT - Mas por que?
Penso em responder que não interessa.
FC - Seilá, trabalho.
AT - Só isso senhor?
FC - Só.
AT - Como vai pagar?
FC - Cartão de crédito. Não precisa de sacola.
AT - Como?
FC - Não quero sacola.
AT - Mas tenho que colocar numa sacola, senão meu chefe me manda embora.
FC - Sacola polui.
AT - Se jogar no lixo não!
BO - Polui mesmo assim porque demora anos pra se desmanchar.
AT - Mas é só jogar no lixo.
BO - Não é biodegradável!
AT - Não é o que?
BO - Nada.
FC - Então tá, me dá a sacola.
O Boca passa as coisa dele.
FC - Pode colocar na mesma sacola.
AT - Não, vou dar um presente pra ele.
O topeira coloca numa outra sacola.
FC - Falei pra colocar na mesma sacola. Já disse que isso polui!
BO - Não preciso dessa sacola.
Tiro tudo da sacola e coloco na minha. Jogo a sacola pro atendente.
FC - Toma!
Vou embora e espero o Boca acabar de pagar na porta da loja.
Como pode ter gente tão sem noção nesse mundo? Falei que não queria a sacola!!!

quinta-feira, outubro 27, 2005

27 de Outubro de 2005

Hoje eu tenho 29 anos e uma enorme vontade de não ter que trabalhar. Também tenho menos cabelo e mais rugas. Tenho muitas histórias pra contar, muitas lembranças e boas recordações. Tenho uma bicicleta e uma tatuagem no braço. Tenho raiva da política brasileira mas ainda tenho esperança. Tenho um blog. Tenho vontade de ter uma moto e de morar em outro país. Tenho sonhos e muitas coisas pra enfrentar. E o mais importante, tenho ótimos amigos, sete sobrinhos (mais uma vem vindo) e a melhor família do mundo. Tenho um pai maravilhoso que cuida de mim de algum lugar desse universo. Agora, tenho que trabalhar porque a chefe não me liberou.

sábado, outubro 22, 2005

Vira Lata


Era uma sexta-feira quente e úmida. Oito da manhã e o sol já judiando. Seguindo o conselho de alguns amigos, fui pela sombra. O caminho usual ficou para os atletas matinais. Na calçada larga, avistei duas carroças de carregar papelão. Ao lado delas um cachorro, descansava sua cabeça sobre as patas dianteiras. Fui me aproximando e o cão levantou a cabeça. Alguns passos a mais e ele já estava latindo. Fiquei de olho nele e ao mesmo tempo passei a andar próximo ao meio fio. Ele continuava latindo e deitado. Eu continuava de olho. Assim que passei por ele, olhei pra frente e continuei meu caminho. Foi aí que o covarde me mordeu! Pegou minha panturrilha esquerda quando estava de costas. Assustei. Pisei forte no chão. Ele correu pra um lado e eu pro outro. A mordida não foi forte e machucou superficialmente. Quase furou minha calça. Chegando em Alphaville, fui com o Ricardo procurar um posto de saúde pra tomar uma vacina anti-rábica. Depois de 3 lugares errados, consegui tomar a bendita vacina em Barueri. Como o cão era de rua, sou obrigado a tomar 5 doses da vacina. Ainda faltam mais duas. "Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy..." Mas que ele foi um covarde, isso foi!!!

terça-feira, outubro 18, 2005

De volta às raias e às quadras


Depois de muito tempo, voltei a nadar. Desde que aprendi a sobreviver na água, esse é o esporte que mais me faz falta. Sempre tentei nadar no Pacaembú, mas era só de fim de semana e quando eu estava aqui. Agora, sou o mais novo associado da ACM Alphaville. Lá tem uma piscina de 25m e posso nadar o quanto quiser. Ontem já nadei 2.000m e já percebi que fiquei mais relaxado e dormi bem (não que eu não durma). Vou voltar a ser peixe!

Além da natação de segunda, quarta e sexta, estou jogando basquete de terça e quinta. Também estava sentindo falta desde que cheguei da Austrália. Joguei uma vez com o Ezequias que trabalha comigo, mas agora posso jogar com frequência. Só falta voltar a pular pra pegar a molecada que joga comigo.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Feriado


Caiu numa quarta feira e o jeito foi ficar em São Paulo mesmo. Claro que não podia ficar quietinho em casa. De manhã matei saudades da minha velha amiga bicicleta. Agora indo de ônibus para Alphaville, ela ficou de canto (literalmente). De tarde foi a hora de subir pelas paredes. Depois de mais de um ano sem escalar, resolvemos voltar à ativa. Fomos na Casa de Pedra da Sumaré. É o maior ginásio de escalada indoor da América Latina. Depois da segunda subida os braços já estavam como do Popeye. Ficamos umas 3h lá alternando subidas e descansos. Também ficamos observando o pessoal mais profissional e deu inveja. Quero aprimorar. Depois da suadeira, um açaí básico do lado de casa.

*A foto é só pra ilustrar. Não sou eu! hehehe

quarta-feira, outubro 12, 2005

:)


Hoje é Dia das Crianças e com 7 sobrinhos, claro que não poderia deixar fazer uma homenagem. Estão todos aí por ordem de idade: Amanda, Luísa, Vinícius, Leonardo, Johanna, Luana e Vitor. Já, já vem mais uma pro time! Feliz Dia das Crianças pros meus sobrinhos e também pra todas as outras crianças do mundo.

Como também já fui criança, me presenteie. Comprei um console pra mergulhar. Ele é como se fosse o painel de um carro, mas tem bússola, profundímetro e manômetro (pra dizer quanto de ar ainda resta no cilindro). O investimento em mergulho continua!!!

segunda-feira, outubro 10, 2005

:(


Esse final de semana prometia. Já estava entusiasmado em saber que ia mergulhar em Ilhabela. Infelizmente não rolou e veio a frustração. Já soube na sexta feira que não iria mais. Fui num aniversário de uma amiga, mas percebi que fiquei chato a festa toda. Primeiro pelo furo do mergulho, segundo porque tive que pagar R$ 20,00 só pra entrar e pra piorar, só tinha gente feia e esquisita. Não fosse meus amigos, a noite seria péssima. Sábado tentei ocupar minha cabeça pra não pensar no mergulho. Vi preço de tinta pra pintar minha sala, mas acabei desistindo de comprar. Depois vi preço de Memory Stick pra minha digital (agora com a caixa estanque, sei que vou tirar muito mais fotos). Também desisti. Aí fui ver tênis. Achei um que parecia bacana e tava com preço bom, mas quando coloquei no pé, não gostei. Deixei lá também. Depois dessa andança toda, descobri que tava tentando substituir o prazer do mergulho com a aquisição de algo. Não deu certo! Pra ajudar, no meio desse vai e vem, parei com o Boca na Livraria Cultura e ficamos olhando livros de mergulho e peixe... Também paramos na loja de peixes marinhos do lado de casa... Ai, ai, ai... O programa bom do sábado foi "Wallace e Gromit" que vimos no cinema. Uma animação inglesa de tirar o chapéu! Domingo foi dia de churrasco. Fomos na casa da Gra e não tinha nada pronto. Por estar atrasado, passamos o dia todo do lado da churrasqueira. Foi bem bacana e depois, cinema novamente. Dessa vez, "Irmãos Grimm". Achei médio. Fim de semana que vem vou mergulhar de qualquer jeito, nem que tenha que carregar o cilindro nas costas!

quinta-feira, outubro 06, 2005

Escolhi...


Depois do meu último post, escolhi a vida. É por isso que ando meio sumido do meu blog. Como disse em um outro post, o blog serve como terapia. As sessões da minha terapia tem diminuido e acho que isso é um bom sinal. Depois de deixar de ser um problema social, as coisas começaram a caminhar como deveriam e não tenho do que reclamar. No tempo que me sobra, tento ocupar a mente e exercitar o corpo. Sexta, acompanhei uma filmagem prum cliente e de quebra ajudei o Boca a "escalar". Sábado, trilha em Paranapiacaba. Domingo cinema com a Tati, Cris e Boca. Segunda, corrida na Av. Sumaré. Terça, basquete com o Ezequias. Quarta, Cinesesc (I shot Jesse James). Vamos torcer pras coisas caminharem como devem, mesmo em tempos nebulosos!

*Paranapiacaba no sábado

quarta-feira, setembro 28, 2005

Choose Life

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Choose your future.

Choose life.

*Texto passado pela Van e retirado do filme Trainspoting

domingo, setembro 25, 2005

Alegria dobrada!


Depois de um longo período sem mergulhar, voltei a cair na água. Isso já me deixou muito feliz! Mais feliz, me deixou o fato de poder fazer registros disso tudo! Comprei uma caixa estanque para a minha camera digital. Ela me permite tirar fotos até 40m de profundidade. Fui testá-la na Laje de Santos. No primeiro mergulho ainda não tinha me acertado com a camera, mas no fim do segundo, as fotos começaram a ficar melhores. O Boca e o Alê foram mergulhar comigo, mas infelizmente o Boca ficou enjoado e não pôde mergulhar. O tempo não era dos melhores e a visibilidade também. A água estava fria mas nada insuportável. O mergulho foi bom, mas poderia ser melhor. Conheci um ponto de mergulho que há muito tempo queria conhecer. Voltar pra água, me fez renascer!

quinta-feira, setembro 22, 2005

Alphaville 12

É com ele que vou pra agência. Pego na Cardeal Arcoverde e ele me deixa no Centro Comercial de Alphaville. De casa até o ponto caminho uns 20min. Quando entro no ônibus, desembolso R$ 4,80 logo na entrada. Passo a catraca e vejo um monte de gente dormindo nos bancos reclináveis. Muitos com fones de ouvido. Me dá a curiosidade de saber o que estão escutando. Um por um, pra ver se numa dessas, acho uma banda que eu não conheço e que seja bacana. Acho um lugar pra sentar e depois de me acomodar, saco o meu livro. Normalmente leio até chegar em Alphaville. Hoje, o capítulo era mais curto então resolvi guardar o livro e tirar uma soneca. Acordei com o motorista perguntando se tinha mais alguém pra descer na Alameda Rio Branco. Tão confortável o ônibus, que tem o perigo de perder o ponto!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Moby


Aconteceu meio de última hora. Estava na agência e a Aninha me perguntou se eu queria ir ao show do Moby. Sábado já tinha conversado com a Tati e ela me falou que tinha ido ao show da sexta e que tinha sido muito bom. Também li no Estadão e falava bem. Já tinha uma certa intenção de ir, aí quando a Aninha disse que o Ian tinha comprado mas, que não poderia ir, foi o empurrão que faltava. O show começou com um DJ bem meia boca. Às 23h em ponto o careca entrou no palco. A música de abertura era do álbum Play, o único que conhecia. Tocou várias outras desse álbum e também do novo. Ainda fez uma cover do Guns n' Roses, outra do Cold Play e outra do The Doors. A inglesa que cantou com ele tinha uma voz poderosa e impressionante. O Espaço das Américas ficou lotado e só dava pra dançar sem tirar os pés do lugar. Resumindo, o show foi bem bacana e fiquei feliz de ter ido!

Agora é oficial!

Fui contratado pela Red Comunicação e deixei de ser um problema social. Depois do freela de duas semanas, a minha chefe resolveu me contratar. Claro que não dei uma resposta de imediato e na segunda feira ainda fui fazer outra entrevista. Para a sorte da Red, não gostei da outra entrevista e decidir aceitar a proposta. Agora vou e volto pra Alphaville todos os dias. Muita leitura no ônibus e academia perto do trabalho!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Aniversário


Meu blog fez 1 ano no dia 8 de Setembro e eu esqueci.
Parabéns pra ele!

Superman


I am a super hero.

I have the courage to face my weaknesses,
And challenge myself to stretch.
I have the courage to face my strengths,
And challenge myself to act.
I believe that there's a super hero in all of us.
And I believe that in my own way,
I can fly.

Just like Superman.

terça-feira, setembro 13, 2005

Faltando...

Inspiração e também tempo. Nessa semana que se passou, fui pra Alphaville fazer o freela. Além disso, a Teka, minha amiga de Curitiba, veio pra São Paulo pra solicitar o seu visto pra Espanha. Saía do trabalho e aproveitava pra encontrá-la e conversar sobre seus e meus planos. Quando tive tempo, saí com a Teka pra mostrar os lugares legais de Sampa. Liberdade, Praça da Sé, Páteo do Colégio, Centro Cultural da Caixa, Centro Cultural Banco do Brasil, Anquier, Fran's Café, cinema e muito mais. Foi uma semana bem bacana e acabei me desligando da internet. Assim que o tempo e a inspiração começarem a voltar, os posts também se tornarão mais freqüentes.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Pedalando


Eram 5h30 quando acordei. Alguns já me acharam louco por sair da cama num horário desses em pleno domingo. As coisas estavam todas preparadas desde sábado. Comi duas bananas, escovei os dentes, coloquei o capacete, meu camel back e fui pedalando até o parque Villa Lobos. Lá encontrei com o Sérgio. Já eram 6h15. Fomos até o Rancho da Pamonha da Rodovia dos Bandeirantes. Foi lá que a brincadeira começou. Muitos ciclistas de todas as idades. Eu era o único que levava um camel back nas costas, com dois litros d’água. Isso já foi motivo de piada. Os amigos do Sérgio me diziam: “Ainda tá em tempo de mudar de idéia”. Eu, decidido, não liguei pra eles e fui pra pedalada. Saiu um pelotão de uns 30 ciclistas. Agüentei bem os 40 primeiros minutos, mas depois de uma subida, o pelotão principal foi embora e fiquei junto com o segundo. Aí começou o trabalho psicológico. Não conhecia o caminho, por isso minha única saída era ficar junto do pelotão. Dizia pra mim mesmo: “ Não deixa o pelotão fugir!” Não foi fácil, mas me mantive entre eles até sairmos de Jundiaí. Depois de pedalar por duas horas, entramos na Anhangüera. Como de lá eu já sabia voltar, resolvi dar uma aliviada nas minhas pernas e deixei o pelotão ir embora. Aí foi mais uma hora de trabalho psicológico. Estava na estrada, sozinho, sol na cabeça, vento contra, com fome e pensando em comer uma barra de chocolate. “Continua que você consegue! Já fez isso antes, continua!” Continuei e fiz o mesmo tempo que estava acostumado a fazer. Três horas pra rodar 90km. Chegando lá, encontrei o Sérgio e perguntei: “Em quanto tempo você fez?” Ele: “Duas horas e vinte minutos”. E quem diria… Ele começou a pedalar com a gente, um pouco mais de um ano atrás! Ficou profissional!

sábado, setembro 03, 2005

Sim!

Ando saudosista! Saudades de todos os meus 7 sobrinhos!

sexta-feira, setembro 02, 2005

Terra Estrangeira II

Morar em outro país é uma experiência única. Nem sempre é mil maravilhas. Sair de um lugar que você conhece bem, pra parar num outro desconhecido pode ser excitante e ao mesmo tempo apavorante. A língua pode ser um grande problema, a cultura outro, os nativos também. Pra quem é brasileiro, australianos são frios. Pra quem é alemão, australianos são amigáveis. O que é um alemão para um brasileiro? Um iceberg? Talvez não na Austrália, mas na Alemanha, com certeza. Os alemães que conheci em Sydney reclamam dos que vivem em seu país natal. Dizem que são fechados, ranzinzas, egoístas e anti-sociais. Minha irmã mora lá há mais de 10 anos. Por sorte tem um marido que foge desses “padrões” alemães. Agora tem filhos com sangue brasileiro nas veias. Pode dar e receber amor sem ligar pro que os outros vão pensar. Porque deve ser isso que preocupa tanto os alemães. O que os outros vão pensar? Fica aqui a minha admiração pela coragem da minha irmã que pisou numa terra longe e fria e encarou viver lá. Morar em outro país é muito bom, mas dá saudades.

*Leonardo, Luana, Johanna e Luísa. A Luana foi visitar os priminhos internacionais.

Terra Estrangeira I

Morar em outro país é uma experiência única. Eu tive a oportunidade de vivenciar isso com meus 27 anos. Fiquei maravilhado! Fiquei orgulhoso de mim mesmo sabendo que minha viagem saiu melhor do que o planejado. Agora, no Brasil e como o tio coruja que sou, fico orgulhoso de ver meus sobrinhos tendo essa experiência também. Ver fotos da Amanda com o School Bus tão famoso nos Estados Unidos. Saber que como eu, enfrentou o primeiro dia de escola, sem conhecer ninguém, sem conhecer o lugar, sem falar fluentemente a língua. Eu, já crescido, sentia um frio na barriga. Imagino a Amanda. Admiro a maneira como ela está encarando tudo isso. Admiro também a coragem do Joni e da minha irmã de levar a família toda prum outro país. Vendo as fotos, me aperta o coração. De saudades, de orgulho, de felicidade!!!
*Amanda, Vinícius e o School Bus

quinta-feira, setembro 01, 2005

Setembro Chove?


Choveu. Começou em agosto e foi até setembro. No primeiro dia do mês, o chão amanheceu molhado. Acabou com meu plano de vir de bicicleta pra agência. Graças à minha mãe, pude vir de carro. Peguei emprestado, pois apareceu um outro freela que fica um pouco longe. É em Alphaville, e se me pagarem o que estou pedindo, com certeza vai valer a pena. Também existe a possibilidade de me contratarem. A mulher que me ligou, ficou bem empolgada com o meu trabalho e inclusive com minhas fotos. Hoje vou lá conversar com ela e tentar fechar esse freela. Tomara que dê certo, assim vem mais um dinheirinho na conta corrente! Nesse momento já não chove mais.

*Foto tirada em Carrancas há algum tempo atrás

domingo, agosto 28, 2005

Televisão de Cachorro

O fim de semana foi bem cansativo novamente. Mais uma festinha de 15 anos. Montagem e desmontagem de equipamentos, tirando que dormi pouco. Depois que desmontarmos tudo, voltando pra casa com o Boca, meu deu uma vontade de comer um frango com farofa. Daqueles que ficam em porta de padaria, rodando, rodando, rodando. A famosa televisão de cachorro. Falei pro Boca e ele ficou com vontade também. Saímos à procura do tão desejado e descobri que perto de casa, tá cada vez mais raro. Fui achar lá na Rua Turiassú depois de perguntar pra muita gente. O cara que tirou o frango era lerdo. Usava uma tesoura de jardinagem pra cortar. Cortou muito mal por sinal. No longo caminho da padaria até meu apartamento, a fome foi aumentando. Fiz o arroz e sobraram só os ossos. Tirando que a farofa estava salgado, estava muito bom! Ou então foi a fome que deixou saboroso! Acho que não comia esse frango há mais de 4 anos!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Language, Lenguaje, Langue


I really would like to keep practicing my English. Mais je désirer étudier français aussi. Ahora estoy pensando en estudiar español. The problème és that mon cabeza is a désordre. I no puedo concentrer in solamente un chose. Entonces, what je puedo do pour aprender so many langue. Quizás je should vivir un peu en each pays. La idea est mucho interesting, mais yo need una fortune. Desse jeito vou continuar falando português.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Café

Faz mal. Faz bem. Eu tomo porque gosto. Mas tem que ser com açúcar. Tem que ser forte. Nada de muita água como fazem os australianos e americanos. Gosto do cheiro que exala enquanto misturo aquele líquido marrom. Uma prévia antes de realmente sentir o sabor. O açúcar quebra o amargo, mas depois do gole, sempre sobra um gostinho. Depois que voltei traumatizado com o café na Austrália, adquiri um hábito. Ir ao cinema e, antes da sessão, tomar um cafézinho. No Unibanco, o café não tem nada de mais, mas tem mesinhas e um clima aconchegante. No Fran's do Kinoplex, eles dão um copinho de água com gás e um chocolatinho. No HSBC dá pra escolher entre o café caro e o barato. No Cine SESC, o café é bem bom! Na Casa do Pão de Queijo do Bristol, vem com um chocolate também. No Top Cine, não tem nada de mais. Agora pra ajudar o meu vício, tomo café na agência. Um pela manhã e outro depois do almoço. Vai um cafézinho aí?

80's

Meu freela me fez desenterrar uma música dos anos 80. Não lembro o nome do grupo, mas tenho certeza que minha mestre pra assuntos musicais vai me ajudar.
"Eu sou free! (Eu sou free!) Sempre free! (Sempre free!) Eu sofri demais!" Depois, no fim da música ela fala algo como "Porque eu sou free, freelancer!"
*(Backing Vocals)

quarta-feira, agosto 24, 2005

Freela

Esse post é novidade. Isso porque estou postando da agência. Essa semana comecei o freela e por isso não tive tempo de escrever. O trabalho que estou fazendo é pra Schwarzkopf, uma marca alemã de produtos pra cabelo. Tintura, mousse, gel e tudo mais que se possa imaginar. Mas tudo muito chique, tudo pra ser usado em salões de beleza e também em modelos de desfiles de moda. O trabalho é legal, mas é esquisito estar no lugar onde trabalhei por três anos fazendo coisas pra outra agência. Agora falo com outro chefe, que por enquanto, está melhor que os antigos. Aliás, os antigos se limitam a me cumprimentar. Já eram esquisitos e playboys quando eu trabalhava, agora piorou. Mas o que salva mesmo são os funcionários. Pessoal que já conheço e me dou bem. Tem outra vantagem: o almoço! Almoço no restaurante vegetariano onde se pode comer à vontade!!! Pança cheia todo dia!!!

domingo, agosto 21, 2005

Canseira

Sexta-feira fui num casamento. Voltei tarde. Acordei cedo pra ajudar o Boca a montar uns equipamentos de circo na Casa das Caldeiras, onde de noite teria uma festa de 15 anos. Às 21h fomos pra festa. Voltamos pra casa às 5h e acordamos às 9h pois tinhamos que desmontar tudo. Feito isso, fomos pro Parque Ibirapuera assistir ao Bourbon Street Fest. Ficamos embaixo de um sol de 30 graus. Encontramos a Tati, assistimos ao show e fomos embora. Caminhada do Ibirapuera até em casa. Estou um bagaço e sem inspiração pra escrever.

sexta-feira, agosto 19, 2005

30'00"

Cravados! Se colocarmos um pé na frente do outro, já estamos andando. Se acelerarmos esse processo, estamos correndo. Parece simples como respirar, mas não é bem assim. É importante controlar a respiração pra sua barriga não doer. Inspiro a cada duas passadas, expiro em mais duas. Não olhar muito pra baixo, pra deixar o ar ir e vir. Olhar onde pisa. Tudo isso eu sempre fiz, mas queria melhorar meu tempo. A primeira vez que fiz esse circuito na Av. Sumaré toda deu 35'. Depois de um mês, consegui baixar 5'. Essa última semana não foi fácil e a estratégia pra baixar o tempo, não foi aumentar a velocidade da passada e sim a distância. Além de me concentrar em tudo aquilo que falei, minha cabeça repetia: "passos largos, não precisa aumentar a velocidade". Funcionou! De quarta pra hoje baixei 50" na primeira passada, 1' na segunda, 1'30" na terceira e 1'32" na última! Meu feito não é tão grandioso quanto os 12km da Márcia, mas fiquei feliz!

*Márcia é a irmã do Guille e está treinando pra São Silvestre.

Igual, mas diferente!

O lugar é igual, mas a agência é diferente. Recebi uma ligação do Boca essa tarde. Era sobre um freela, mas não pra Dreamaker, pra Fabre. Elas ficam no mesmo lugar, mas são agências diferentes, de donos diferentes. Na verdade acho que das três (Dreamaker, Fabre e Sart) a Fabre é a única que está bem. Então topei ir até lá conversar com eles. Falei com o Sérgio, o responsável por eu ter essa tatuagem no meu braço esquerdo. O trabalho me parece bem legal. É sobre uma linha de produtos pra cabelos, mas coisa top de linha. Tudo muito fashion e com design clean. Começo na segunda e fico até o trabalho acabar. Fim da ociosidade e cifrões na minha conta corrente!

quinta-feira, agosto 18, 2005

Blogueiros

Meu primeiro contato com um blog foi através do “Meu Querido Etheobaldo”, da minha amiga Pandora. Nele, ela dizia que fazer blog é mais barato que pagar analista. Na época não dei muita importância pra frase, mas lia seus textos e gostava. Ela tentou me convencer a criar um blog, mas não conseguiu.

Depois de um tempo, quando decidi ir pra Austrália, achei que um blog seria uma boa ferramenta pra deixar a família e amigos bem informados. O meu começou assim e é por isso que tem o nome australiano ainda. Mas depois que voltei pro Brasil, a necessidade de escrever continuou. Mantenho o Crocodilo Chan até hoje, escrevendo com uma certa freqüência. Textos aleatórios que me vêem à cabeça. Agora percebi que a Pan tem razão! O blog serve de terapia. E não é só pra mim não. Muitos dos links do meu blog são de amigos que fazem a mesma coisa. Escrevem sem compromisso, independente de quem vai ler e se é que alguém vai ler. O blog é o terapeuta. A gente fala, ele escuta e de vez em quando, vem um comentário!

*O nick "Pandora" foi mantido pra preservar a privacidade da minha amiga.

quarta-feira, agosto 17, 2005

Decisões

O final de semana foi de guerra dentro da minha cabeça. Isso porque fui fazer um teste numa das agências que fiz entrevista. Já na entrevista não gostei do jeito que a agência funciona. Apontaram vários problemas que eu teria que enfrentar.
- Falta de prazo. Justificativa: Somos uma agência de publicidade e é assim que as coisas funcionam.
- Clientes que mudam totalmente o seu trabalho. Justificativa: Ele quem paga.
- Tem que fazer muita hora extra. Justificativa: Pelo menos ela é paga.
- Semestre passado trabalharam todo sábado. Justificativa: Pouca gente, muito trabalho.

Perfeito! Todos esses problemas me fizeram sair da outra agência e ir pra Austrália. Mesmo assim fui fazer o teste. Fiz como deveria ser feito, dei o melhor de mim e o resultado ficou bom. Depois, tive vontade de fugir.

A necessidade de um emprego, contra a satisfação profissional. Depois de muito pensar, o dinheiro saiu perdendo. Estou desempregado sim e precisando de dinheiro, mas trabalhar sabendo que você não vai gostar, não dá! Resolvi arriscar, afinal é arriscando que a gente consegue nossos sonhos. Enquanto minha conta corrente continuar positiva, tenho opções. Se um dia a coisa ficar vermelha, dou o braço a torcer.

domingo, agosto 14, 2005

Pai

Meus pais no dia do casamento

No singular, é o meu. Aquele que veio da China com 21 anos. Que me levava no tanque de uma Yamaha RX 180 prata. Que fazia mingau de aveia nos dias frios, antes de eu ir pra escola. Que me dava guaraná Caçulinha quando eu ia pra pastelaria. Que amava música. Que fez uma “Sala de Som”, só pra curtir seus LPs. Que adorava alugar filmes na locadora e fez a sua própria videoteca. Que gostava de assistir Fórmula 1. Que era fascinado por documentários do fundo do mar. Que batalhou muito e teve seus restaurantes, lojas de discos, pastelaria. Que era muito carismático e amigo de todos. Que criou os cinco filhos muito bem. Que agora não está mais nesse mundo e sim no coração de todos da família.

No plural, inclui a minha mãe, porque na língua portuguesa é assim. Então, nada mais justo que agradecer meu pais por tudo que sempre me fizeram! No plural, também inclui os outros pais da família. Joni, Joaquim, Kicker e o mais novo, o meu irmão Beto. Feliz Dia dos Pais a todos!

sábado, agosto 13, 2005

Café

Faz mal. Faz bem. Eu tomo porque gosto. Mas tem que ser com açúcar. Tem que ser forte. Nada de muita água como fazem os australianos e americanos. Gosto do cheiro que exala enquanto misturo aquele líquido marrom. Uma prévia antes de realmente sentir o sabor. O açúcar quebra o amargo, mas depois do gole, sempre sobra um gostinho. Depois que voltei traumatizado com o café na Austrália, adquiri um hábito. Ir ao cinema e, antes da sessão, tomar um cafézinho. No Unibanco, o café mesmo, não tem nada de mais, mas tem mesinhas e um clima aconchegante. No Fran's do Kinoplex, eles dão um copinho de água com gás e um chocolatinho. No HSBC dá pra escolher entre o café caro e o barato. Escolho sempre o barato. No Cine SESC, o café é bem bom! Na Casa do Pão de Queijo do Bristol, vem com um chocolate também. No Top Cine, não tem nada de mais. Agora pra ajudar o meu vício, tomo café na agência. Um pela manhã e outro depois do almoço. Vai um cafézinho aí?

sexta-feira, agosto 12, 2005

Boteco da Esquina

Já tinham se passado 29 minutos da sexta-feira. Ainda parecia quinta. A noite de inverno gelava as mãos, as orelhas, o nariz. As ruas daquele cruzamento já pareciam desertas se não fosse o burburinho naquela esquina. Sem nome, virou o Boteco da Esquina. Sua decoração se resume a cartazes de cerveja pelas paredes e muitas pingas nas estantes do fundo. O balcão é de fórmica amarela e provavelmente mais velho que seus freqüentadores. Estes, que saem da faculdade do outro lado da avenida, evitam os bares mais próximos em busca da tranqüilidade pra beberem suas cervejas. Um grupo forma uma roda na calçada e num papo animado faz as garrafas passarem de copo em copo. Dentro, algumas pessoas jogam sinuca na mesa de feltro gasto e cheio de giz. Na porta dá pra ver uma garota sentada numa cadeira. Deve estar com um amigo ou amiga, pois senta relaxada, usa o encosto da cadeira e não procura uma posição que a deixe mais próxima do seu interlocutor. Um casal, nem tanto interessado na cerveja, conversa sentado nos degraus da entrada. Não é tão animado quanto o grupo ao lado. Parece mais sério, mais aconchegante, mais interessante. Talvez um clima no ar. Eu coloco a cabeça no travesseiro e tento dormir com o burburinho.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Fora de Casa

Passei o dia fora. Foi bom! O sol, que resolveu aparecer novamente, aumentou a temperatura. O céu azul e com menos poluição fez um dia perfeito pra sair de casa. Caminhei da Av. Paulista pro Ibirapuera. Encontrei meus amigos pro almoço. Comida vegetariana e saudável com a Camila, o Pietro (ainda na barriga da Camila), a Tati e o Boca. Bate-papo pra atualizar os assuntos. Depois do almoço, um cineminha com a Tati. Antes do cinema, café e mais bate-papo. É interessante ver como as pessoas que voltam de viagem, voltam com a mesma cabeça. A Tati tinha ido pra Londres. Quando ela voltou, eu fui pra Austrália. Ela partiu pros EUA no dia que cheguei. Agora ela está de volta, cheia de idéias na cabeça, dúvidas e confusa como eu! Não resolvemos nada, mas sabemos que temos o mesmo tipo de problema, as mesmas dúvidas, as mesmas ambições. Filme "água com açúcar" pra relaxar, mas que valeu a pena pela companhia e pela Amanda Peet. Eu me despedi da Tati com a promessa de nos encontrarmos no fim de semana novamente. Perto do Ibirapuera novamente, liguei pro Boca. Caminhamos de lá até a ponte da Sumaré. Fiquei lá vendo a discussão sobre a proibição do rappel na ponte. O vento soprava na minha orelha pra ir embora. Caminhei mais um pouco na noite fria, até chegar em casa.

* Amanda Peet na foto

quarta-feira, agosto 10, 2005

Tinindo!

Hoje é quarta feira e mesmo desempregado, me dou ao luxo de chamar uma faxineira a cada 15 dias. Lavo banheiro, cozinha, louça, mas descobri que essa vida de doméstica não é pra mim. Principalmente depois de ver a Jucélia limpar as coisas. Ela tira tudo do lugar, passa o pano e antes de colocar as coisas no devido lugar, passa um pano nelas também. Sei que é como se deve fazer e sei também que eu não tenho paciência pra tirar pó. Não é só isso. Ela move todos os móveis pra passar o pano no chão e recoloca os móveis no lugar. Já percebi que o meu problema é esse tira e põe das coisas. Quando lavo o banheiro, tiro as coisas da pia. Agora me pergunta quando é que elas voltam pro lugar. Só quando preciso, e isso, objeto por objeto. Se tiver alguma coisa que não vou usar agora, fica lá até eu precisar. Além disso, mulheres são mais detalhistas. Limpam todo e qualquer cantinho. Eu passo reto! Hoje o apartamento vai ficar limpo, brilhante e cheiroso!

segunda-feira, agosto 08, 2005

Antes do Dever

Ao som de Yo Yo Ma e Astor Piazzola, leio o meu livro. Só trabalho depois que o som acabar!

domingo, agosto 07, 2005

Selva de Pedra

Domingo de muito sol. Mesmo sendo inverno a temperatura é alta. As pessoas saem de suas casas como se precisassem fazer fotossíntese. Duas cercas, pretas de sujeira, limitam o espaço de lazer. Entre elas, um casal passeia com seu filho que parece ter dado seus primeiros passos há pouco tempo. Um ambulante carrega sua enorme caixa de isopor cheia de refrigerantes, cervejas, águas e gelo. "Cerva e refri é dois real, água é um!" As bicicletas em zig-zag, desviam dos que caminham próximo às cercas. A mulher que toma sol tem o corpo bem diferente da modelo do outdoor. Alguns tomam água de côco nas sombras projetadas pelos prédios velhos e sujos. Parece um parque sem terra, sem grama, sem árvores. Existe somente o asfalto que corre entre os prédios, acima da avenida principal. Esse é o domingo no "Minhocão".

quinta-feira, agosto 04, 2005

Durante a Madrugada

Percebi que estava pensando. Como assim estou pensando? Abri os olhos por alguns segundos. Estava escuro. Agora não é hora de pensar! Fechei os olhos e continuei pensando. No que, eu já não me lembro. Fiquei parado. O som de fundo parecia ser uma TV bem longe. Mesmo com os olhos fechados eu via. Via manchas que pareciam sair dos meus olhos em direção ao infinito. Pareciam fractais e não terminavam nunca. Me perguntei se era algo da minha mente ou se eu via aquilo mesmo. Abri os olhos novamente. Olhei meu relógio. Eram 4h49. A luz que vinha da rua passava pela janela e a desenhava na parede. Meu ombro cobria a janela e eu conseguia ouvir os carros passando na avenida. Fechei os olhos novamente. Escutei um chiado de freio. Não era um carro. Era maior. Quando se aproximou, percebi pela barulheira da caçamba e do que transportava, que era um caminhão. Cruzou a avenida sem precisar parar e enfrentou a subida. O motor fazia um barulho constante. A subida é longa e o caminhão pesado. Um outro som interrompeu esse. Era de um carro que acelerava depois de parar no cruzamento. Parecia estar com medo, parecia estar com pressa. Depois que o carro sumiu, ainda pude escutar o caminhão na subida. Me virei e abri os olhos novamente. Vi o espelho. Nele, a luz que entrava pela persiana. Ainda podia escutar o que parecia ser uma TV. Senti a boca seca. Criei coragem pra levantar e beber um copo d'água. Enquanto a água descia pela garganta, achei a razão da insônia. Deve ter sido o filme. "Tetsuo, o homem de ferro". Filme japonês, bizarro, surreal, tenso e que não te deixa respirar. Fiquei agitado ao sair do cinema. Depois que acabei o copo d'água, percebi que o som não era de uma TV. Era um rádio. Vinha de longe. Da avenida talvez. Parecia tocar Nelson Rodrigues ou coisa do tipo. Voltei pra cama. Dessa vez deitei olhando pro teto. Dava pra ver a luz que refletia quando um carro passava. Não passaram muitos. Fechei os olhos. Meu braço direito repousava no meu peito. Podia sentir meu coração. Comecei contar as batidas. 1, 2, 3, 4, 5... 17, 18... 33, 34... Dormi.

terça-feira, agosto 02, 2005

Lágrimas

Lembrei de "Amores Expressos". Fui correr pra transpirar. Transpirar tanto pras lágrimas secarem. Sem lágrimas pra chorar, a tristeza vai embora.

C'est triste...

Copinhos tradicionais de vodka. Presente da Katja

A notícia veio por um e-mail em francês. Foi escrito pelo pai dela. Quando li isso já me deu um frio na espinha. A frase seguinte dizia que ele tinha uma notícia muito ruim pra mim. Me preparei... "Notre fille est decedee le 10 juin." Nossa filha faleceu no dia 10 de junho. Não acreditei, li de novo, li mais uma vez e continuava não acreditando. Li todo o e-mail. A tristeza veio, fiquei sem reação... Ele me disse no e-mail que foi por causa da cirurgia que ela tinha que fazer. Precisava de um transplante de fígado e a cirurgia durou 26h. Depois disso ela teve complicações e resistiu apenas mais um dia...

Catherine Tolmacheva, minha amiga russa. Conheci pela internet, mas nossa amizade foi além. Enviei objetos tradicionais brasileiros pra ela. Ela me enviava presentes russos. Tinha apenas 21 anos, estudava economia, amava o sol e a natureza e tinha o sonho de conhecer o Brasil. Adorava tudo que era brasileiro. Assistia às novelas da Globo. Aprendeu muito português comigo e com as novelas. Eu ficava envergonhado por não conseguir decorar as palavras em russo. Ficou triste ao saber que eu ia pra Austrália, pois sabia que o contato não seria mais o mesmo. Continuamos nos correspondendo. Ela me enviava mensagens no celular da Austrália. Eu respondia. Assim, ela me pediu um bumerangue. Eu trouxe. Foi numa das mensagens que fiquei sabendo que ela estava no hospital, que precisava de um transplante de fígado. A cirurgia dela foi adiada várias vezes e eu sempre tentando animá-la. Sem poder usar a internet, nossa comunicação se limitava às mensagens no celular. Ela me mandou uma mensagem um dia antes da sua cirurgia. Disse que estava com medo. Nessa hora quis estar lá pra segurar a mão dela. Depois disso escrevi várias mensagens e e-mails, perguntando como ela estava. Ela nunca me respondeu. Fiquei preocupado. Esse fim de semana escrevi mais um e-mail. Fiquei feliz quando vi na minha caixa postal a resposta, pena que não era dela. Onde quer que esteja, vou sentir muito a sua falta.

Do svidania ili poka, Katja

Foto dela no meu móbile

A outra com a camiseta do Brasil entre cogumelos gigantes.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Segunda, 01 de Agosto


É o que o meu calendário marca. Início de uma nova semana, de um novo mês. Um ótimo dia pra rever o meu dia a dia. Me organizar pra não ficar louco. Voltar a fazer o que deveria estar fazendo. Fazer direito que está fazendo errado. Continuar fazendo o que está dando certo. A força de vontade e a persistência vão ter que entrar em ação!