quinta-feira, janeiro 26, 2006

Fogo!!!


Chego em casa um pouco molhado por causa da garoa. Acendo a luz do quarto pra tirar a roupa úmida. Bzzzz! "Que isso?" Bzzzz, bzzzzz, bzzzzzzz!!! A luz se apaga. Bzzz, bzzzzzz! Pow! Vejo um clarão lá fora. Abro a porta da varanda e vejo faíscas e algo pegando fogo na rua de cima. Pow! Bzzzz, bzzzzzz! Pow! "Xiii, vai explodir!" Acompanho tudo de longe e aproveito para sacar a minha camera e registrar o evento. Vejo a movimentação de alguns moradores até a chegada do caminhão de bombeiros. Cansado de ficar na varanda, decido ir lá perto. Para a minha surpresa, os bombeiros, assim como os moradores, observavam o fogo. Isolaram a área para os carros não passarem e ficaram lá, esperando o fogo se apagar. Depois de uns 30min o fogo se apagou. Liberaram a rua e a Eletropaulo chegou. Todos foram para suas casas. Os bombeiros sairam com a sensação de dever cumprido. Eu, com fotos bacanas na camera! A situação ficou bem mais dramática nas fotos que na realidade. Nenhum ferido, salvaram-se todos!

Pra quem quiser ver o circo pegando fogo!
http://flavs.multiply.com/photos/album/89

DOV 2801

Os documentos da Biz ficaram prontos e essa aí é a placa dela. Agora já posso vir pra Alphaville com ela. Ontem, que foi feriado e tive que trabalhar, demorei apenas 25min. Hoje, com o trânsito normal, 35min. Nem se compara com aqueles longos 90min de ônibus... De volta à minha vida social! Hoje quero ir ao cinema! :)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Alma Errante

"Quando era jovem e a vontade de estar em algum outro lugar me possuía, alguém me assegurou que a maturidade iria curar tal impulso. Quando minha idade me caracterizava como maduro, soube que o remédio para tal impulso viria com mais idade. Quando cheguei a tal idade, fui novamente tranquilizado, o passar dos anos acalmaria minha febre. Agora, com 58 anos, quem sabe, a senilidade cuidaria do assunto. Nada funcionou... Em outras palavras, não consigo me curar, ou seja, uma vez uma alma errante, sempre uma alma errante. Temo que a doença seja incurável!"

Essas são as palavras de John Steinbeck que está no livro "Meio Século no Limiar do Perigo" - Memórias de um Aventureiro Amador (Claudio de Moura Castro). Ganhei esse livro da Lenita (mãe do Guilherme). Ela disse que achou a minha cara esse livro. Acertou! Obrigado pelo livro, acabei de descobrir que sou um caso perdido como o tal John Steinbeck! hehehe

sábado, janeiro 21, 2006

Morada do Sol


É o que signfica Araraquara e é onde vim passar o final de semana. Depois de passar 3h dentro do ônibus com ar condicionado, enfrentar o calor dessa terra não é fácil. Em qualquer lugar que se sente ou encoste, gruda por causa do suor. Tirei do quartinho do fundo um ventilador velho e coloquei no sofá uma colcha. Só assim pra parar de suar e não ficar colado no tecido impermeável. Consegui ler um pouco, mas o desconforto continuava. Dormir, nem pensar... Tudo fica quente, a cama, o lençol, o travesseiro. Tentei, mas não consegui. Levantei e tomei um banho frio. Li mais um pouco, vi meus e-mails e depois voltei a ler. Mesmo depois do sol se pôr, o calor continua insuportável. Vi um DVD com o suor brotando na pele. Agora estou aqui, suando às bicas e escrevendo no blog. Já já vou tomar outro banho gelado pra conseguir dormir. E viva o verão!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Cabelo ao vento!


Tudo bem, sei que a frase aí em cima não é bem verdade. Primeiro porque eu já quase não tenho cabelo e segundo que ando de capacete. Mas o que interessa mesmo é que agora estou "motocarizado". Isso mesmo, comprei uma motoca pra facilitar a minha vida. É uma Biz 125 KS preta 0km! Meu primeiro veículo 0km. Dizem que faz até 50km com um litro. Hoje acabei de encher o tanque (4l) e fiz o cálculo da quilometragem. Deu cerca de 36km/l. Não é ruim, mas queria que fizesse mais. Não sei se é porque o motor é novo e está "amaciando" ou se é porque levei o gordo do Boca, muitas vezes na garupa. Anyway, tô feliz! Sei que muita gente não gostou muito da minha nova aquisição por causa dos perigos de se pilotar uma motoca em SP, mas podem ficar tranquilos, terei bastente cuidado! Como dizem os escoteiros "sempre alerta"!

terça-feira, janeiro 17, 2006

De volta...


Os neurônios já tinham acabado a greve faz um tempo. Aproveitaram as festas de fim de ano pra tirarem férias. Agora voltaram à ativa, mesmo querendo continuar com os pés descalços, areia fina e branca entre os dedos, mar azul e cristalino no horizonte, açaí e sombra fresca!

O Ano Novo começou com tudo novo. Bermuda nova, camiseta nova e cueca nova! Agora fica a promessa de parar de escrever posts reclamando da vida!

Feliz 17/Jan/2006!!!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Greve

Meus neurônios estão em greve por tempo indeterminado. Alguns pedem férias, outros aumento salarial e outros simplesmente não querem trabalhar. Enquanto eles não organizarem essa bagunça, por medidas de segurança, o blog vai ficar fechado!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Acampar?

Oito da manhã. Caminho pela ciclovia em direção ao ponto de ônibus. O semáforo fecha e páro ao lado de um tiozinho que faz sua caminhada matinal. Ele me olha e pergunta:
- Vai acampar?
- Como?
- Vai acampar?
Penso em dizer que vou trabalhar, mas alguma coisa me disse que ele não acreditaria.
- Não vou acampar não!
- Ah, mas já é fim de semana praticamente.
- Hahaha, ainda não, mas amanhã eu vou!

Não sei de onde ele tirou que eu estava indo acampar. Só porque estava de tênis de trekking, bermuda, camiseta, óculos escuros e mochila nas costas? Sabia que tinha acertado na minha profissão! Pelo menos posso me vestir da maneira que quero. Infeliz é o consultor que veio pra cá essa semana e tem que usar calça comprida, sapato de pagodeiro, camisa e gravata nesse calor infernal! O pagodeiro acabou de mandar uma menina do financeiro embora! :(

segunda-feira, novembro 21, 2005

Persistência

Seilá tem horas que coloco uma coisa na cabeça e enquanto não chegar ao objetivo, não sossego. Ultimamente tem acontecido com esportes. Talvez porque os objetivos sejam mais fáceis de alcançar. Recentemente nadei 3.000m pela primeira vez. Fiz em 1h09'30". Se o tempo é bom? Seilá, só sei que saí da piscina renovado.

Hoje eu queria nadar, mas foi feriado em Barueri e a ACM, onde nado, estava fechada. Tive que trabalhar da mesma maneira. No fim do expediente, o Bob e o Alison (da agência) insistiram pra eu ir correr com eles na pistinha que tem ao lado do clube. A volta da pistinha tem 1km então aceitei o convite e coloquei na cabeça que ia correr 10km. Corri. As duas últimas voltas foram bem difíceis, mas o psicológico ganhou do físico e terminei o percurso 52'52". Se é bom? Também não sei. Só sei que fiquei feliz!

Agora veremos qual será o próximo desafio. O bom é que a cabeça dura e a persistência se aplicam pras outras coisas e não só pro esporte.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Combatendo o Stress


Já faz um bom tempo que não posto nenhum texto por aqui. Ando tendo um humor bem instável e não queria escrever nada que fosse reclamação da vida. O humor ainda não está 100%, mas já está melhor.

No post anterior disse que só a endorfina salva, mas a adrenalina também ajuda. No final de semana fui pra São Luis do Paraitinga descer a Cachoeira Grande, que deve ter entre 35 e 40m. Nada muito grande, mas suficiente pro organismo mandar adrenalina pro sangue, pro cérebro ou seja lá pra onde for. O importante é que fiquei bem feliz e mais calmo. Na segunda tive que trabalhar e o stress voltou. Na terça foi vez da endorfina agir depois de algumas horas de escalada. Mais relaxado, voltei ao trabalho na quarta-feira pra receber uma bomba de stress. Fiquei de mau humor até hoje, mas a boa notícia é que amanhã já é sexta feira e no domingo vou escalar novamente!

quarta-feira, novembro 09, 2005

Previsão

Tempo instável. Nebulosidade e sujeito a pancadas de chuvas e trovoadas.
Só a endorfina salva!

segunda-feira, novembro 07, 2005

Segunda-feira

O Garfield tinha razão. Segundas-feiras são terríveis! :/

quinta-feira, novembro 03, 2005

Existe vida após o trabalho?


Muitos acreditam que não. Acreditam que é só isso aqui e mais nada. A chefia entra nesse grupo. Acha que vivemos pra trabalhar. Adora inventar reuniões após o expediente e qualquer tipo de coisa que faça os funcionários ficarem no trabalho mais do que deveriam. Pra mim, trabalho urgente é falta de organização do cliente. A última foi um encontro de RH para "alinhar" as funções de cada um. Quando foi isso? No feriado do dia 02 de Nov. Um dia onde a gente poderia descansar e esquecer o stress do dia-a-dia, foi ocupado com exercícios de eficácia duvidosa. Eu acredito em vida após o trabalho. Acredito que trabalho pra viver. Não quero ser escravo do dinheiro. Quero o dinheiro pra ter os pequenos prazeres da minha vida. Assistir a um filme no cinema, tomar um café ou um milkshake, nadar, jogar basquete, viajar, mergulhar, escalar encontrar os amigos pruma pizza…
Quero viver minha vida!!!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Cachorros contra Flávio Chan

Não é possível! Não posso mais andar tranquilo pela Av. Sumaré. Parei numa loja que vende carros pra dar uma olhada, quando percebo que pisei em algo "cremoso". Ainda consigo parar o meu pé no meio do caminho, mas aquela massa marrom já tinha grudado na sola da minha bota. Não imagina como fiquei feliz. Chegando na esquina, bati o pé na calçada, pra ver se o cocô saia da sola. Na segunda batida, cachorros começam a latir. Avisto um carrinho de pegado de papelão e isso não me trás boas lembranças. Dois vira-latas vem correndo em minha direção! Dessa vez fui mais esperto e saí correndo também!!! Eles ainda correram uns bons 20m atrás de mim. A única vantagem que vi nisso é que por causa da correria, não sobrou nenhum cocô na minha sola! Ainda não estou acreditando...

Dois Momentos do Fim de Semana

Primeiro Momento

Em São Paulo, garoa. Me dirijo ao Cinesesc pra pegar uma sessão da Mostra de Cinema. Depois de comprar o ingresso, resolvo comer um queijo quente no boteco da frente. Três caras conversam sobre propaganda. Um dizia que o Zeca (Pagodinho) tinha acabado com a imagem da Nova Schinn. Os outros concordavam. Um outro cara, sentava no canto direito do bar e tomava sua cerveja sozinho. Conversava com o funcionário. Um outro, com uma cara deprimente, sentado na mesa do lado esquerdo e encostado na parede, também tomava uma cerveja. Meu misto quente chegou e comecei a comê-lo. Um cara entra correndo no boteco, por causa da chuva. Pede uma 51 e um Derby. O atendente enche mais da metade de um copo americano com a pinga. O cara toma num gole só e meu queixo cai. Antes de chegar o cigarro, ele pede outra, manda pra dentro, pega o Derby e sai correndo na chuva. E por incrível que pareça, numa linha reta. Como pode?

Segundo Momento

Fim de domingo e fui na Decathlon comprar um capacete para escalada. O caixa demora. Quando chego, acontece a seguinte conversa entre eu, o caixa e o Boca:
AT - Boa tarde!
FC - Boa tarde!
AT - Tudo bem?
FC - Tudo bem!
AT - Como foi a semana?
Me pergunto: O que? e respondo:
FC - Não muito boa.
AT - Mas por que?
Penso em responder que não interessa.
FC - Seilá, trabalho.
AT - Só isso senhor?
FC - Só.
AT - Como vai pagar?
FC - Cartão de crédito. Não precisa de sacola.
AT - Como?
FC - Não quero sacola.
AT - Mas tenho que colocar numa sacola, senão meu chefe me manda embora.
FC - Sacola polui.
AT - Se jogar no lixo não!
BO - Polui mesmo assim porque demora anos pra se desmanchar.
AT - Mas é só jogar no lixo.
BO - Não é biodegradável!
AT - Não é o que?
BO - Nada.
FC - Então tá, me dá a sacola.
O Boca passa as coisa dele.
FC - Pode colocar na mesma sacola.
AT - Não, vou dar um presente pra ele.
O topeira coloca numa outra sacola.
FC - Falei pra colocar na mesma sacola. Já disse que isso polui!
BO - Não preciso dessa sacola.
Tiro tudo da sacola e coloco na minha. Jogo a sacola pro atendente.
FC - Toma!
Vou embora e espero o Boca acabar de pagar na porta da loja.
Como pode ter gente tão sem noção nesse mundo? Falei que não queria a sacola!!!

quinta-feira, outubro 27, 2005

27 de Outubro de 2005

Hoje eu tenho 29 anos e uma enorme vontade de não ter que trabalhar. Também tenho menos cabelo e mais rugas. Tenho muitas histórias pra contar, muitas lembranças e boas recordações. Tenho uma bicicleta e uma tatuagem no braço. Tenho raiva da política brasileira mas ainda tenho esperança. Tenho um blog. Tenho vontade de ter uma moto e de morar em outro país. Tenho sonhos e muitas coisas pra enfrentar. E o mais importante, tenho ótimos amigos, sete sobrinhos (mais uma vem vindo) e a melhor família do mundo. Tenho um pai maravilhoso que cuida de mim de algum lugar desse universo. Agora, tenho que trabalhar porque a chefe não me liberou.

sábado, outubro 22, 2005

Vira Lata


Era uma sexta-feira quente e úmida. Oito da manhã e o sol já judiando. Seguindo o conselho de alguns amigos, fui pela sombra. O caminho usual ficou para os atletas matinais. Na calçada larga, avistei duas carroças de carregar papelão. Ao lado delas um cachorro, descansava sua cabeça sobre as patas dianteiras. Fui me aproximando e o cão levantou a cabeça. Alguns passos a mais e ele já estava latindo. Fiquei de olho nele e ao mesmo tempo passei a andar próximo ao meio fio. Ele continuava latindo e deitado. Eu continuava de olho. Assim que passei por ele, olhei pra frente e continuei meu caminho. Foi aí que o covarde me mordeu! Pegou minha panturrilha esquerda quando estava de costas. Assustei. Pisei forte no chão. Ele correu pra um lado e eu pro outro. A mordida não foi forte e machucou superficialmente. Quase furou minha calça. Chegando em Alphaville, fui com o Ricardo procurar um posto de saúde pra tomar uma vacina anti-rábica. Depois de 3 lugares errados, consegui tomar a bendita vacina em Barueri. Como o cão era de rua, sou obrigado a tomar 5 doses da vacina. Ainda faltam mais duas. "Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy..." Mas que ele foi um covarde, isso foi!!!

terça-feira, outubro 18, 2005

De volta às raias e às quadras


Depois de muito tempo, voltei a nadar. Desde que aprendi a sobreviver na água, esse é o esporte que mais me faz falta. Sempre tentei nadar no Pacaembú, mas era só de fim de semana e quando eu estava aqui. Agora, sou o mais novo associado da ACM Alphaville. Lá tem uma piscina de 25m e posso nadar o quanto quiser. Ontem já nadei 2.000m e já percebi que fiquei mais relaxado e dormi bem (não que eu não durma). Vou voltar a ser peixe!

Além da natação de segunda, quarta e sexta, estou jogando basquete de terça e quinta. Também estava sentindo falta desde que cheguei da Austrália. Joguei uma vez com o Ezequias que trabalha comigo, mas agora posso jogar com frequência. Só falta voltar a pular pra pegar a molecada que joga comigo.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Feriado


Caiu numa quarta feira e o jeito foi ficar em São Paulo mesmo. Claro que não podia ficar quietinho em casa. De manhã matei saudades da minha velha amiga bicicleta. Agora indo de ônibus para Alphaville, ela ficou de canto (literalmente). De tarde foi a hora de subir pelas paredes. Depois de mais de um ano sem escalar, resolvemos voltar à ativa. Fomos na Casa de Pedra da Sumaré. É o maior ginásio de escalada indoor da América Latina. Depois da segunda subida os braços já estavam como do Popeye. Ficamos umas 3h lá alternando subidas e descansos. Também ficamos observando o pessoal mais profissional e deu inveja. Quero aprimorar. Depois da suadeira, um açaí básico do lado de casa.

*A foto é só pra ilustrar. Não sou eu! hehehe

quarta-feira, outubro 12, 2005

:)


Hoje é Dia das Crianças e com 7 sobrinhos, claro que não poderia deixar fazer uma homenagem. Estão todos aí por ordem de idade: Amanda, Luísa, Vinícius, Leonardo, Johanna, Luana e Vitor. Já, já vem mais uma pro time! Feliz Dia das Crianças pros meus sobrinhos e também pra todas as outras crianças do mundo.

Como também já fui criança, me presenteie. Comprei um console pra mergulhar. Ele é como se fosse o painel de um carro, mas tem bússola, profundímetro e manômetro (pra dizer quanto de ar ainda resta no cilindro). O investimento em mergulho continua!!!

segunda-feira, outubro 10, 2005

:(


Esse final de semana prometia. Já estava entusiasmado em saber que ia mergulhar em Ilhabela. Infelizmente não rolou e veio a frustração. Já soube na sexta feira que não iria mais. Fui num aniversário de uma amiga, mas percebi que fiquei chato a festa toda. Primeiro pelo furo do mergulho, segundo porque tive que pagar R$ 20,00 só pra entrar e pra piorar, só tinha gente feia e esquisita. Não fosse meus amigos, a noite seria péssima. Sábado tentei ocupar minha cabeça pra não pensar no mergulho. Vi preço de tinta pra pintar minha sala, mas acabei desistindo de comprar. Depois vi preço de Memory Stick pra minha digital (agora com a caixa estanque, sei que vou tirar muito mais fotos). Também desisti. Aí fui ver tênis. Achei um que parecia bacana e tava com preço bom, mas quando coloquei no pé, não gostei. Deixei lá também. Depois dessa andança toda, descobri que tava tentando substituir o prazer do mergulho com a aquisição de algo. Não deu certo! Pra ajudar, no meio desse vai e vem, parei com o Boca na Livraria Cultura e ficamos olhando livros de mergulho e peixe... Também paramos na loja de peixes marinhos do lado de casa... Ai, ai, ai... O programa bom do sábado foi "Wallace e Gromit" que vimos no cinema. Uma animação inglesa de tirar o chapéu! Domingo foi dia de churrasco. Fomos na casa da Gra e não tinha nada pronto. Por estar atrasado, passamos o dia todo do lado da churrasqueira. Foi bem bacana e depois, cinema novamente. Dessa vez, "Irmãos Grimm". Achei médio. Fim de semana que vem vou mergulhar de qualquer jeito, nem que tenha que carregar o cilindro nas costas!

quinta-feira, outubro 06, 2005

Escolhi...


Depois do meu último post, escolhi a vida. É por isso que ando meio sumido do meu blog. Como disse em um outro post, o blog serve como terapia. As sessões da minha terapia tem diminuido e acho que isso é um bom sinal. Depois de deixar de ser um problema social, as coisas começaram a caminhar como deveriam e não tenho do que reclamar. No tempo que me sobra, tento ocupar a mente e exercitar o corpo. Sexta, acompanhei uma filmagem prum cliente e de quebra ajudei o Boca a "escalar". Sábado, trilha em Paranapiacaba. Domingo cinema com a Tati, Cris e Boca. Segunda, corrida na Av. Sumaré. Terça, basquete com o Ezequias. Quarta, Cinesesc (I shot Jesse James). Vamos torcer pras coisas caminharem como devem, mesmo em tempos nebulosos!

*Paranapiacaba no sábado

quarta-feira, setembro 28, 2005

Choose Life

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Choose your future.

Choose life.

*Texto passado pela Van e retirado do filme Trainspoting

domingo, setembro 25, 2005

Alegria dobrada!


Depois de um longo período sem mergulhar, voltei a cair na água. Isso já me deixou muito feliz! Mais feliz, me deixou o fato de poder fazer registros disso tudo! Comprei uma caixa estanque para a minha camera digital. Ela me permite tirar fotos até 40m de profundidade. Fui testá-la na Laje de Santos. No primeiro mergulho ainda não tinha me acertado com a camera, mas no fim do segundo, as fotos começaram a ficar melhores. O Boca e o Alê foram mergulhar comigo, mas infelizmente o Boca ficou enjoado e não pôde mergulhar. O tempo não era dos melhores e a visibilidade também. A água estava fria mas nada insuportável. O mergulho foi bom, mas poderia ser melhor. Conheci um ponto de mergulho que há muito tempo queria conhecer. Voltar pra água, me fez renascer!

quinta-feira, setembro 22, 2005

Alphaville 12

É com ele que vou pra agência. Pego na Cardeal Arcoverde e ele me deixa no Centro Comercial de Alphaville. De casa até o ponto caminho uns 20min. Quando entro no ônibus, desembolso R$ 4,80 logo na entrada. Passo a catraca e vejo um monte de gente dormindo nos bancos reclináveis. Muitos com fones de ouvido. Me dá a curiosidade de saber o que estão escutando. Um por um, pra ver se numa dessas, acho uma banda que eu não conheço e que seja bacana. Acho um lugar pra sentar e depois de me acomodar, saco o meu livro. Normalmente leio até chegar em Alphaville. Hoje, o capítulo era mais curto então resolvi guardar o livro e tirar uma soneca. Acordei com o motorista perguntando se tinha mais alguém pra descer na Alameda Rio Branco. Tão confortável o ônibus, que tem o perigo de perder o ponto!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Moby


Aconteceu meio de última hora. Estava na agência e a Aninha me perguntou se eu queria ir ao show do Moby. Sábado já tinha conversado com a Tati e ela me falou que tinha ido ao show da sexta e que tinha sido muito bom. Também li no Estadão e falava bem. Já tinha uma certa intenção de ir, aí quando a Aninha disse que o Ian tinha comprado mas, que não poderia ir, foi o empurrão que faltava. O show começou com um DJ bem meia boca. Às 23h em ponto o careca entrou no palco. A música de abertura era do álbum Play, o único que conhecia. Tocou várias outras desse álbum e também do novo. Ainda fez uma cover do Guns n' Roses, outra do Cold Play e outra do The Doors. A inglesa que cantou com ele tinha uma voz poderosa e impressionante. O Espaço das Américas ficou lotado e só dava pra dançar sem tirar os pés do lugar. Resumindo, o show foi bem bacana e fiquei feliz de ter ido!

Agora é oficial!

Fui contratado pela Red Comunicação e deixei de ser um problema social. Depois do freela de duas semanas, a minha chefe resolveu me contratar. Claro que não dei uma resposta de imediato e na segunda feira ainda fui fazer outra entrevista. Para a sorte da Red, não gostei da outra entrevista e decidir aceitar a proposta. Agora vou e volto pra Alphaville todos os dias. Muita leitura no ônibus e academia perto do trabalho!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Aniversário


Meu blog fez 1 ano no dia 8 de Setembro e eu esqueci.
Parabéns pra ele!

Superman


I am a super hero.

I have the courage to face my weaknesses,
And challenge myself to stretch.
I have the courage to face my strengths,
And challenge myself to act.
I believe that there's a super hero in all of us.
And I believe that in my own way,
I can fly.

Just like Superman.

terça-feira, setembro 13, 2005

Faltando...

Inspiração e também tempo. Nessa semana que se passou, fui pra Alphaville fazer o freela. Além disso, a Teka, minha amiga de Curitiba, veio pra São Paulo pra solicitar o seu visto pra Espanha. Saía do trabalho e aproveitava pra encontrá-la e conversar sobre seus e meus planos. Quando tive tempo, saí com a Teka pra mostrar os lugares legais de Sampa. Liberdade, Praça da Sé, Páteo do Colégio, Centro Cultural da Caixa, Centro Cultural Banco do Brasil, Anquier, Fran's Café, cinema e muito mais. Foi uma semana bem bacana e acabei me desligando da internet. Assim que o tempo e a inspiração começarem a voltar, os posts também se tornarão mais freqüentes.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Pedalando


Eram 5h30 quando acordei. Alguns já me acharam louco por sair da cama num horário desses em pleno domingo. As coisas estavam todas preparadas desde sábado. Comi duas bananas, escovei os dentes, coloquei o capacete, meu camel back e fui pedalando até o parque Villa Lobos. Lá encontrei com o Sérgio. Já eram 6h15. Fomos até o Rancho da Pamonha da Rodovia dos Bandeirantes. Foi lá que a brincadeira começou. Muitos ciclistas de todas as idades. Eu era o único que levava um camel back nas costas, com dois litros d’água. Isso já foi motivo de piada. Os amigos do Sérgio me diziam: “Ainda tá em tempo de mudar de idéia”. Eu, decidido, não liguei pra eles e fui pra pedalada. Saiu um pelotão de uns 30 ciclistas. Agüentei bem os 40 primeiros minutos, mas depois de uma subida, o pelotão principal foi embora e fiquei junto com o segundo. Aí começou o trabalho psicológico. Não conhecia o caminho, por isso minha única saída era ficar junto do pelotão. Dizia pra mim mesmo: “ Não deixa o pelotão fugir!” Não foi fácil, mas me mantive entre eles até sairmos de Jundiaí. Depois de pedalar por duas horas, entramos na Anhangüera. Como de lá eu já sabia voltar, resolvi dar uma aliviada nas minhas pernas e deixei o pelotão ir embora. Aí foi mais uma hora de trabalho psicológico. Estava na estrada, sozinho, sol na cabeça, vento contra, com fome e pensando em comer uma barra de chocolate. “Continua que você consegue! Já fez isso antes, continua!” Continuei e fiz o mesmo tempo que estava acostumado a fazer. Três horas pra rodar 90km. Chegando lá, encontrei o Sérgio e perguntei: “Em quanto tempo você fez?” Ele: “Duas horas e vinte minutos”. E quem diria… Ele começou a pedalar com a gente, um pouco mais de um ano atrás! Ficou profissional!

sábado, setembro 03, 2005

Sim!

Ando saudosista! Saudades de todos os meus 7 sobrinhos!

sexta-feira, setembro 02, 2005

Terra Estrangeira II

Morar em outro país é uma experiência única. Nem sempre é mil maravilhas. Sair de um lugar que você conhece bem, pra parar num outro desconhecido pode ser excitante e ao mesmo tempo apavorante. A língua pode ser um grande problema, a cultura outro, os nativos também. Pra quem é brasileiro, australianos são frios. Pra quem é alemão, australianos são amigáveis. O que é um alemão para um brasileiro? Um iceberg? Talvez não na Austrália, mas na Alemanha, com certeza. Os alemães que conheci em Sydney reclamam dos que vivem em seu país natal. Dizem que são fechados, ranzinzas, egoístas e anti-sociais. Minha irmã mora lá há mais de 10 anos. Por sorte tem um marido que foge desses “padrões” alemães. Agora tem filhos com sangue brasileiro nas veias. Pode dar e receber amor sem ligar pro que os outros vão pensar. Porque deve ser isso que preocupa tanto os alemães. O que os outros vão pensar? Fica aqui a minha admiração pela coragem da minha irmã que pisou numa terra longe e fria e encarou viver lá. Morar em outro país é muito bom, mas dá saudades.

*Leonardo, Luana, Johanna e Luísa. A Luana foi visitar os priminhos internacionais.

Terra Estrangeira I

Morar em outro país é uma experiência única. Eu tive a oportunidade de vivenciar isso com meus 27 anos. Fiquei maravilhado! Fiquei orgulhoso de mim mesmo sabendo que minha viagem saiu melhor do que o planejado. Agora, no Brasil e como o tio coruja que sou, fico orgulhoso de ver meus sobrinhos tendo essa experiência também. Ver fotos da Amanda com o School Bus tão famoso nos Estados Unidos. Saber que como eu, enfrentou o primeiro dia de escola, sem conhecer ninguém, sem conhecer o lugar, sem falar fluentemente a língua. Eu, já crescido, sentia um frio na barriga. Imagino a Amanda. Admiro a maneira como ela está encarando tudo isso. Admiro também a coragem do Joni e da minha irmã de levar a família toda prum outro país. Vendo as fotos, me aperta o coração. De saudades, de orgulho, de felicidade!!!
*Amanda, Vinícius e o School Bus

quinta-feira, setembro 01, 2005

Setembro Chove?


Choveu. Começou em agosto e foi até setembro. No primeiro dia do mês, o chão amanheceu molhado. Acabou com meu plano de vir de bicicleta pra agência. Graças à minha mãe, pude vir de carro. Peguei emprestado, pois apareceu um outro freela que fica um pouco longe. É em Alphaville, e se me pagarem o que estou pedindo, com certeza vai valer a pena. Também existe a possibilidade de me contratarem. A mulher que me ligou, ficou bem empolgada com o meu trabalho e inclusive com minhas fotos. Hoje vou lá conversar com ela e tentar fechar esse freela. Tomara que dê certo, assim vem mais um dinheirinho na conta corrente! Nesse momento já não chove mais.

*Foto tirada em Carrancas há algum tempo atrás

domingo, agosto 28, 2005

Televisão de Cachorro

O fim de semana foi bem cansativo novamente. Mais uma festinha de 15 anos. Montagem e desmontagem de equipamentos, tirando que dormi pouco. Depois que desmontarmos tudo, voltando pra casa com o Boca, meu deu uma vontade de comer um frango com farofa. Daqueles que ficam em porta de padaria, rodando, rodando, rodando. A famosa televisão de cachorro. Falei pro Boca e ele ficou com vontade também. Saímos à procura do tão desejado e descobri que perto de casa, tá cada vez mais raro. Fui achar lá na Rua Turiassú depois de perguntar pra muita gente. O cara que tirou o frango era lerdo. Usava uma tesoura de jardinagem pra cortar. Cortou muito mal por sinal. No longo caminho da padaria até meu apartamento, a fome foi aumentando. Fiz o arroz e sobraram só os ossos. Tirando que a farofa estava salgado, estava muito bom! Ou então foi a fome que deixou saboroso! Acho que não comia esse frango há mais de 4 anos!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Language, Lenguaje, Langue


I really would like to keep practicing my English. Mais je désirer étudier français aussi. Ahora estoy pensando en estudiar español. The problème és that mon cabeza is a désordre. I no puedo concentrer in solamente un chose. Entonces, what je puedo do pour aprender so many langue. Quizás je should vivir un peu en each pays. La idea est mucho interesting, mais yo need una fortune. Desse jeito vou continuar falando português.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Café

Faz mal. Faz bem. Eu tomo porque gosto. Mas tem que ser com açúcar. Tem que ser forte. Nada de muita água como fazem os australianos e americanos. Gosto do cheiro que exala enquanto misturo aquele líquido marrom. Uma prévia antes de realmente sentir o sabor. O açúcar quebra o amargo, mas depois do gole, sempre sobra um gostinho. Depois que voltei traumatizado com o café na Austrália, adquiri um hábito. Ir ao cinema e, antes da sessão, tomar um cafézinho. No Unibanco, o café não tem nada de mais, mas tem mesinhas e um clima aconchegante. No Fran's do Kinoplex, eles dão um copinho de água com gás e um chocolatinho. No HSBC dá pra escolher entre o café caro e o barato. No Cine SESC, o café é bem bom! Na Casa do Pão de Queijo do Bristol, vem com um chocolate também. No Top Cine, não tem nada de mais. Agora pra ajudar o meu vício, tomo café na agência. Um pela manhã e outro depois do almoço. Vai um cafézinho aí?

80's

Meu freela me fez desenterrar uma música dos anos 80. Não lembro o nome do grupo, mas tenho certeza que minha mestre pra assuntos musicais vai me ajudar.
"Eu sou free! (Eu sou free!) Sempre free! (Sempre free!) Eu sofri demais!" Depois, no fim da música ela fala algo como "Porque eu sou free, freelancer!"
*(Backing Vocals)

quarta-feira, agosto 24, 2005

Freela

Esse post é novidade. Isso porque estou postando da agência. Essa semana comecei o freela e por isso não tive tempo de escrever. O trabalho que estou fazendo é pra Schwarzkopf, uma marca alemã de produtos pra cabelo. Tintura, mousse, gel e tudo mais que se possa imaginar. Mas tudo muito chique, tudo pra ser usado em salões de beleza e também em modelos de desfiles de moda. O trabalho é legal, mas é esquisito estar no lugar onde trabalhei por três anos fazendo coisas pra outra agência. Agora falo com outro chefe, que por enquanto, está melhor que os antigos. Aliás, os antigos se limitam a me cumprimentar. Já eram esquisitos e playboys quando eu trabalhava, agora piorou. Mas o que salva mesmo são os funcionários. Pessoal que já conheço e me dou bem. Tem outra vantagem: o almoço! Almoço no restaurante vegetariano onde se pode comer à vontade!!! Pança cheia todo dia!!!

domingo, agosto 21, 2005

Canseira

Sexta-feira fui num casamento. Voltei tarde. Acordei cedo pra ajudar o Boca a montar uns equipamentos de circo na Casa das Caldeiras, onde de noite teria uma festa de 15 anos. Às 21h fomos pra festa. Voltamos pra casa às 5h e acordamos às 9h pois tinhamos que desmontar tudo. Feito isso, fomos pro Parque Ibirapuera assistir ao Bourbon Street Fest. Ficamos embaixo de um sol de 30 graus. Encontramos a Tati, assistimos ao show e fomos embora. Caminhada do Ibirapuera até em casa. Estou um bagaço e sem inspiração pra escrever.

sexta-feira, agosto 19, 2005

30'00"

Cravados! Se colocarmos um pé na frente do outro, já estamos andando. Se acelerarmos esse processo, estamos correndo. Parece simples como respirar, mas não é bem assim. É importante controlar a respiração pra sua barriga não doer. Inspiro a cada duas passadas, expiro em mais duas. Não olhar muito pra baixo, pra deixar o ar ir e vir. Olhar onde pisa. Tudo isso eu sempre fiz, mas queria melhorar meu tempo. A primeira vez que fiz esse circuito na Av. Sumaré toda deu 35'. Depois de um mês, consegui baixar 5'. Essa última semana não foi fácil e a estratégia pra baixar o tempo, não foi aumentar a velocidade da passada e sim a distância. Além de me concentrar em tudo aquilo que falei, minha cabeça repetia: "passos largos, não precisa aumentar a velocidade". Funcionou! De quarta pra hoje baixei 50" na primeira passada, 1' na segunda, 1'30" na terceira e 1'32" na última! Meu feito não é tão grandioso quanto os 12km da Márcia, mas fiquei feliz!

*Márcia é a irmã do Guille e está treinando pra São Silvestre.

Igual, mas diferente!

O lugar é igual, mas a agência é diferente. Recebi uma ligação do Boca essa tarde. Era sobre um freela, mas não pra Dreamaker, pra Fabre. Elas ficam no mesmo lugar, mas são agências diferentes, de donos diferentes. Na verdade acho que das três (Dreamaker, Fabre e Sart) a Fabre é a única que está bem. Então topei ir até lá conversar com eles. Falei com o Sérgio, o responsável por eu ter essa tatuagem no meu braço esquerdo. O trabalho me parece bem legal. É sobre uma linha de produtos pra cabelos, mas coisa top de linha. Tudo muito fashion e com design clean. Começo na segunda e fico até o trabalho acabar. Fim da ociosidade e cifrões na minha conta corrente!

quinta-feira, agosto 18, 2005

Blogueiros

Meu primeiro contato com um blog foi através do “Meu Querido Etheobaldo”, da minha amiga Pandora. Nele, ela dizia que fazer blog é mais barato que pagar analista. Na época não dei muita importância pra frase, mas lia seus textos e gostava. Ela tentou me convencer a criar um blog, mas não conseguiu.

Depois de um tempo, quando decidi ir pra Austrália, achei que um blog seria uma boa ferramenta pra deixar a família e amigos bem informados. O meu começou assim e é por isso que tem o nome australiano ainda. Mas depois que voltei pro Brasil, a necessidade de escrever continuou. Mantenho o Crocodilo Chan até hoje, escrevendo com uma certa freqüência. Textos aleatórios que me vêem à cabeça. Agora percebi que a Pan tem razão! O blog serve de terapia. E não é só pra mim não. Muitos dos links do meu blog são de amigos que fazem a mesma coisa. Escrevem sem compromisso, independente de quem vai ler e se é que alguém vai ler. O blog é o terapeuta. A gente fala, ele escuta e de vez em quando, vem um comentário!

*O nick "Pandora" foi mantido pra preservar a privacidade da minha amiga.

quarta-feira, agosto 17, 2005

Decisões

O final de semana foi de guerra dentro da minha cabeça. Isso porque fui fazer um teste numa das agências que fiz entrevista. Já na entrevista não gostei do jeito que a agência funciona. Apontaram vários problemas que eu teria que enfrentar.
- Falta de prazo. Justificativa: Somos uma agência de publicidade e é assim que as coisas funcionam.
- Clientes que mudam totalmente o seu trabalho. Justificativa: Ele quem paga.
- Tem que fazer muita hora extra. Justificativa: Pelo menos ela é paga.
- Semestre passado trabalharam todo sábado. Justificativa: Pouca gente, muito trabalho.

Perfeito! Todos esses problemas me fizeram sair da outra agência e ir pra Austrália. Mesmo assim fui fazer o teste. Fiz como deveria ser feito, dei o melhor de mim e o resultado ficou bom. Depois, tive vontade de fugir.

A necessidade de um emprego, contra a satisfação profissional. Depois de muito pensar, o dinheiro saiu perdendo. Estou desempregado sim e precisando de dinheiro, mas trabalhar sabendo que você não vai gostar, não dá! Resolvi arriscar, afinal é arriscando que a gente consegue nossos sonhos. Enquanto minha conta corrente continuar positiva, tenho opções. Se um dia a coisa ficar vermelha, dou o braço a torcer.

domingo, agosto 14, 2005

Pai

Meus pais no dia do casamento

No singular, é o meu. Aquele que veio da China com 21 anos. Que me levava no tanque de uma Yamaha RX 180 prata. Que fazia mingau de aveia nos dias frios, antes de eu ir pra escola. Que me dava guaraná Caçulinha quando eu ia pra pastelaria. Que amava música. Que fez uma “Sala de Som”, só pra curtir seus LPs. Que adorava alugar filmes na locadora e fez a sua própria videoteca. Que gostava de assistir Fórmula 1. Que era fascinado por documentários do fundo do mar. Que batalhou muito e teve seus restaurantes, lojas de discos, pastelaria. Que era muito carismático e amigo de todos. Que criou os cinco filhos muito bem. Que agora não está mais nesse mundo e sim no coração de todos da família.

No plural, inclui a minha mãe, porque na língua portuguesa é assim. Então, nada mais justo que agradecer meu pais por tudo que sempre me fizeram! No plural, também inclui os outros pais da família. Joni, Joaquim, Kicker e o mais novo, o meu irmão Beto. Feliz Dia dos Pais a todos!

sábado, agosto 13, 2005

Café

Faz mal. Faz bem. Eu tomo porque gosto. Mas tem que ser com açúcar. Tem que ser forte. Nada de muita água como fazem os australianos e americanos. Gosto do cheiro que exala enquanto misturo aquele líquido marrom. Uma prévia antes de realmente sentir o sabor. O açúcar quebra o amargo, mas depois do gole, sempre sobra um gostinho. Depois que voltei traumatizado com o café na Austrália, adquiri um hábito. Ir ao cinema e, antes da sessão, tomar um cafézinho. No Unibanco, o café mesmo, não tem nada de mais, mas tem mesinhas e um clima aconchegante. No Fran's do Kinoplex, eles dão um copinho de água com gás e um chocolatinho. No HSBC dá pra escolher entre o café caro e o barato. Escolho sempre o barato. No Cine SESC, o café é bem bom! Na Casa do Pão de Queijo do Bristol, vem com um chocolate também. No Top Cine, não tem nada de mais. Agora pra ajudar o meu vício, tomo café na agência. Um pela manhã e outro depois do almoço. Vai um cafézinho aí?

sexta-feira, agosto 12, 2005

Boteco da Esquina

Já tinham se passado 29 minutos da sexta-feira. Ainda parecia quinta. A noite de inverno gelava as mãos, as orelhas, o nariz. As ruas daquele cruzamento já pareciam desertas se não fosse o burburinho naquela esquina. Sem nome, virou o Boteco da Esquina. Sua decoração se resume a cartazes de cerveja pelas paredes e muitas pingas nas estantes do fundo. O balcão é de fórmica amarela e provavelmente mais velho que seus freqüentadores. Estes, que saem da faculdade do outro lado da avenida, evitam os bares mais próximos em busca da tranqüilidade pra beberem suas cervejas. Um grupo forma uma roda na calçada e num papo animado faz as garrafas passarem de copo em copo. Dentro, algumas pessoas jogam sinuca na mesa de feltro gasto e cheio de giz. Na porta dá pra ver uma garota sentada numa cadeira. Deve estar com um amigo ou amiga, pois senta relaxada, usa o encosto da cadeira e não procura uma posição que a deixe mais próxima do seu interlocutor. Um casal, nem tanto interessado na cerveja, conversa sentado nos degraus da entrada. Não é tão animado quanto o grupo ao lado. Parece mais sério, mais aconchegante, mais interessante. Talvez um clima no ar. Eu coloco a cabeça no travesseiro e tento dormir com o burburinho.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Fora de Casa

Passei o dia fora. Foi bom! O sol, que resolveu aparecer novamente, aumentou a temperatura. O céu azul e com menos poluição fez um dia perfeito pra sair de casa. Caminhei da Av. Paulista pro Ibirapuera. Encontrei meus amigos pro almoço. Comida vegetariana e saudável com a Camila, o Pietro (ainda na barriga da Camila), a Tati e o Boca. Bate-papo pra atualizar os assuntos. Depois do almoço, um cineminha com a Tati. Antes do cinema, café e mais bate-papo. É interessante ver como as pessoas que voltam de viagem, voltam com a mesma cabeça. A Tati tinha ido pra Londres. Quando ela voltou, eu fui pra Austrália. Ela partiu pros EUA no dia que cheguei. Agora ela está de volta, cheia de idéias na cabeça, dúvidas e confusa como eu! Não resolvemos nada, mas sabemos que temos o mesmo tipo de problema, as mesmas dúvidas, as mesmas ambições. Filme "água com açúcar" pra relaxar, mas que valeu a pena pela companhia e pela Amanda Peet. Eu me despedi da Tati com a promessa de nos encontrarmos no fim de semana novamente. Perto do Ibirapuera novamente, liguei pro Boca. Caminhamos de lá até a ponte da Sumaré. Fiquei lá vendo a discussão sobre a proibição do rappel na ponte. O vento soprava na minha orelha pra ir embora. Caminhei mais um pouco na noite fria, até chegar em casa.

* Amanda Peet na foto

quarta-feira, agosto 10, 2005

Tinindo!

Hoje é quarta feira e mesmo desempregado, me dou ao luxo de chamar uma faxineira a cada 15 dias. Lavo banheiro, cozinha, louça, mas descobri que essa vida de doméstica não é pra mim. Principalmente depois de ver a Jucélia limpar as coisas. Ela tira tudo do lugar, passa o pano e antes de colocar as coisas no devido lugar, passa um pano nelas também. Sei que é como se deve fazer e sei também que eu não tenho paciência pra tirar pó. Não é só isso. Ela move todos os móveis pra passar o pano no chão e recoloca os móveis no lugar. Já percebi que o meu problema é esse tira e põe das coisas. Quando lavo o banheiro, tiro as coisas da pia. Agora me pergunta quando é que elas voltam pro lugar. Só quando preciso, e isso, objeto por objeto. Se tiver alguma coisa que não vou usar agora, fica lá até eu precisar. Além disso, mulheres são mais detalhistas. Limpam todo e qualquer cantinho. Eu passo reto! Hoje o apartamento vai ficar limpo, brilhante e cheiroso!

segunda-feira, agosto 08, 2005

Antes do Dever

Ao som de Yo Yo Ma e Astor Piazzola, leio o meu livro. Só trabalho depois que o som acabar!

domingo, agosto 07, 2005

Selva de Pedra

Domingo de muito sol. Mesmo sendo inverno a temperatura é alta. As pessoas saem de suas casas como se precisassem fazer fotossíntese. Duas cercas, pretas de sujeira, limitam o espaço de lazer. Entre elas, um casal passeia com seu filho que parece ter dado seus primeiros passos há pouco tempo. Um ambulante carrega sua enorme caixa de isopor cheia de refrigerantes, cervejas, águas e gelo. "Cerva e refri é dois real, água é um!" As bicicletas em zig-zag, desviam dos que caminham próximo às cercas. A mulher que toma sol tem o corpo bem diferente da modelo do outdoor. Alguns tomam água de côco nas sombras projetadas pelos prédios velhos e sujos. Parece um parque sem terra, sem grama, sem árvores. Existe somente o asfalto que corre entre os prédios, acima da avenida principal. Esse é o domingo no "Minhocão".

quinta-feira, agosto 04, 2005

Durante a Madrugada

Percebi que estava pensando. Como assim estou pensando? Abri os olhos por alguns segundos. Estava escuro. Agora não é hora de pensar! Fechei os olhos e continuei pensando. No que, eu já não me lembro. Fiquei parado. O som de fundo parecia ser uma TV bem longe. Mesmo com os olhos fechados eu via. Via manchas que pareciam sair dos meus olhos em direção ao infinito. Pareciam fractais e não terminavam nunca. Me perguntei se era algo da minha mente ou se eu via aquilo mesmo. Abri os olhos novamente. Olhei meu relógio. Eram 4h49. A luz que vinha da rua passava pela janela e a desenhava na parede. Meu ombro cobria a janela e eu conseguia ouvir os carros passando na avenida. Fechei os olhos novamente. Escutei um chiado de freio. Não era um carro. Era maior. Quando se aproximou, percebi pela barulheira da caçamba e do que transportava, que era um caminhão. Cruzou a avenida sem precisar parar e enfrentou a subida. O motor fazia um barulho constante. A subida é longa e o caminhão pesado. Um outro som interrompeu esse. Era de um carro que acelerava depois de parar no cruzamento. Parecia estar com medo, parecia estar com pressa. Depois que o carro sumiu, ainda pude escutar o caminhão na subida. Me virei e abri os olhos novamente. Vi o espelho. Nele, a luz que entrava pela persiana. Ainda podia escutar o que parecia ser uma TV. Senti a boca seca. Criei coragem pra levantar e beber um copo d'água. Enquanto a água descia pela garganta, achei a razão da insônia. Deve ter sido o filme. "Tetsuo, o homem de ferro". Filme japonês, bizarro, surreal, tenso e que não te deixa respirar. Fiquei agitado ao sair do cinema. Depois que acabei o copo d'água, percebi que o som não era de uma TV. Era um rádio. Vinha de longe. Da avenida talvez. Parecia tocar Nelson Rodrigues ou coisa do tipo. Voltei pra cama. Dessa vez deitei olhando pro teto. Dava pra ver a luz que refletia quando um carro passava. Não passaram muitos. Fechei os olhos. Meu braço direito repousava no meu peito. Podia sentir meu coração. Comecei contar as batidas. 1, 2, 3, 4, 5... 17, 18... 33, 34... Dormi.

terça-feira, agosto 02, 2005

Lágrimas

Lembrei de "Amores Expressos". Fui correr pra transpirar. Transpirar tanto pras lágrimas secarem. Sem lágrimas pra chorar, a tristeza vai embora.

C'est triste...

Copinhos tradicionais de vodka. Presente da Katja

A notícia veio por um e-mail em francês. Foi escrito pelo pai dela. Quando li isso já me deu um frio na espinha. A frase seguinte dizia que ele tinha uma notícia muito ruim pra mim. Me preparei... "Notre fille est decedee le 10 juin." Nossa filha faleceu no dia 10 de junho. Não acreditei, li de novo, li mais uma vez e continuava não acreditando. Li todo o e-mail. A tristeza veio, fiquei sem reação... Ele me disse no e-mail que foi por causa da cirurgia que ela tinha que fazer. Precisava de um transplante de fígado e a cirurgia durou 26h. Depois disso ela teve complicações e resistiu apenas mais um dia...

Catherine Tolmacheva, minha amiga russa. Conheci pela internet, mas nossa amizade foi além. Enviei objetos tradicionais brasileiros pra ela. Ela me enviava presentes russos. Tinha apenas 21 anos, estudava economia, amava o sol e a natureza e tinha o sonho de conhecer o Brasil. Adorava tudo que era brasileiro. Assistia às novelas da Globo. Aprendeu muito português comigo e com as novelas. Eu ficava envergonhado por não conseguir decorar as palavras em russo. Ficou triste ao saber que eu ia pra Austrália, pois sabia que o contato não seria mais o mesmo. Continuamos nos correspondendo. Ela me enviava mensagens no celular da Austrália. Eu respondia. Assim, ela me pediu um bumerangue. Eu trouxe. Foi numa das mensagens que fiquei sabendo que ela estava no hospital, que precisava de um transplante de fígado. A cirurgia dela foi adiada várias vezes e eu sempre tentando animá-la. Sem poder usar a internet, nossa comunicação se limitava às mensagens no celular. Ela me mandou uma mensagem um dia antes da sua cirurgia. Disse que estava com medo. Nessa hora quis estar lá pra segurar a mão dela. Depois disso escrevi várias mensagens e e-mails, perguntando como ela estava. Ela nunca me respondeu. Fiquei preocupado. Esse fim de semana escrevi mais um e-mail. Fiquei feliz quando vi na minha caixa postal a resposta, pena que não era dela. Onde quer que esteja, vou sentir muito a sua falta.

Do svidania ili poka, Katja

Foto dela no meu móbile

A outra com a camiseta do Brasil entre cogumelos gigantes.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Segunda, 01 de Agosto


É o que o meu calendário marca. Início de uma nova semana, de um novo mês. Um ótimo dia pra rever o meu dia a dia. Me organizar pra não ficar louco. Voltar a fazer o que deveria estar fazendo. Fazer direito que está fazendo errado. Continuar fazendo o que está dando certo. A força de vontade e a persistência vão ter que entrar em ação!

domingo, julho 31, 2005

Um Dia de Abstinência

A internet me consome. O tempo de conexão que não tive na Austrália está sendo recuperado agora. Independente do que estou fazendo, a internet tem que estar ligada. Pra receber e mandar meus e-mails a qualquer hora. Pra ler as notícias. Pra procurar emprego em quatro sites diferentes. Pra falar com os amigos e minha família. Pra escutar música. Pra colocar e ver fotos.

Ontem não conectou. Liguei e desliguei e nada aconteceu. Tentei mexer nos cabos... Nada! Fugi de casa, fui ocupar minha cabeça com outras coisas. Fui ao cinema, depois fui na casa do Rui. Ele tinha internet, eu não! Que inveja... Rui, sai da internet e vamos trabalhar! Mas a internet era necessária pro trabalho, pra pesquisa, pra referência. Ele ficava lá, pesquisando na internet e eu... quase tendo tremores. Acho que preciso de terapia. Mas será que tem internet lá?

sexta-feira, julho 29, 2005

"Sin City - A cidade do pecado"

Assistam!!! Sem mais comentários.

quarta-feira, julho 27, 2005

Confuso

Curto circuito é o que deu no meu cérebro. Informações que vêem e vão na tentativa de atrair a minha atenção. Uma lista de problemas a serem solucionados. O primeiro da lista vem e é jogado para o fim, o segundo pra depois do primeiro e assim vai. Um ou outro dá pra resolver, mas não todos ao mesmo tempo. Na tentativa de pesar os prós e os contras pra tomar uma decisão, o ponteiro da balança ficou no meio. Os problemas estão achando que minha cabeça é hotel cinco estrelas e não querem mais sair. O jeito vai ser chamar o segurança e colocar todo mundo pra fora!!!

terça-feira, julho 26, 2005

Gripe

O vírus me prendeu. Sala escura com janelas fechadas. Uma luz vinha da cozinha e iluminava os azulejos e a mesa na copa. Do outro lado o sol brilhava nas frestas da persiana. "Deve estar sol, deve estar quente, mas estou com frio". O piso frio funcionava como uma geladeira. O endredon que me envolvia, tentava sem eficiência aquecer minhas extremidades. Os ossos dos meus pés eram feito de gelo. Minhas mãos pareciam não correr sangue. Meu coração pulsava entre os olhos que ficavam entreabertos tentando assistir o que se passava pela televisão. De cinco em cinco minutos, papel higiênico no nariz. Resolvi me tratar. Comprimidos pra garganta e cama. Hoje acordei melhor. Odeio ficar doente!

segunda-feira, julho 25, 2005

A Luta

Apesar das despedidas estarem cada vez mais comuns na minha família, nada muda. Despedida é conflito de sentimentos. A alegria e a tristeza disputam uma batalha onde o ringue é o coração! Como em toda briga acirrada, a luta vai até o último round. A alegria ganha por pontos porque um dos jurados, a razão, ajuda dizendo que vai ser bom pra todos eles. A torcida aplaude de pé e continua mandado forças positivas!!!

A família da minha irmã mais velha, a Carolina, partiu hoje pros Estados Unidos. Fico triste porque sei que vou ficar um bom tempo sem vê-los. Fico muito feliz por saber que vai ser uma ótima experiência na vida deles todos. Boa sorte pra vocês nessa nova fase da vida!!! Tudo de bom!!!

sábado, julho 23, 2005

Não é assim uma Brastemp...

Em tempos de pouco dinheiro, chamar uma assistência técnica, dá medo. Minha máquina de lavar começou a fazer uns barulhos bem estranhos. Na hora de exaguar, o tanque dentro da máquina batia nas paredes. Resolvi parar a lavagem e tentar descobrir o que se pasava. Virei a máquina de cabeça pra baixo e não desocobri nada. Tirei uns 15 parafusos da parte de cima, desmontei tudo que dava, desconectei os cabos e achei o problema. Uma, das quatro tiras de borracha que seguram o tanque, quebrou. Como sou brasileiro, dei um jeitinho. No improviso, usei uma câmara de bicicleta e substitui a quebrada. Ficou mais forte que as outras e acabei trocando todas. Montei tudo direitinho e liguei a máquina. Ela já não fazia mais aquele barulhão inicial, mas também não centrifugava. Fui eu de novo, colocar a máquina de ponta cabeça. Mexi aqui, mexe alí, gira o tanque... Descobri como funcinava. Depois demorou mais uns 5 minutos pra achar um fio que estava quebrado. Arrumei o fio e agora a máquina tá novinha em folha!!! Agora se não conseguir um emprego como designer, posso procurar um bico de mecânico de lavadora de roupas!!!

sexta-feira, julho 22, 2005

Comilança

A manhã fria pediu aveia, leite quente e açúcar. Depois, o almoço combinado pra rever a Camila que está grávida de 8 meses e meio e engordou só 5,5 kg. Um creme de milho com queijo ralado e fatias de pão integral pra esquentar. Seguido de um prato com arroz, feijão, legumes e couve. Depois salada de rúcula, tofu e soja torrada. Pra finalizar, manga e papaia com granola e mel. A janta foi no Camelo pra rever o pessoal da Unidade. Frango à passarinho como entrada. Aí veio uma mussarela, outra coberta com catupiry, rúcula com tomate seco e JK (mussarela com calabreza picada e azeitona). Outra de mussarela e JK. Torta de limão pra sobremesa e o cafézinho pra finalizar. É tempo de engorada!!!

quarta-feira, julho 20, 2005

Minha Cybershot Morreu

Pôr do sol no Parque Villa Lobos. Lembrança da falecida.

Foi num telefonema. O rapaz que me trouxe a notícia já começou com um "Seu Flávio, infelizmente...". Nessas horas seu mundo já desaba. Minha companheira de tantas viagens, tantas festas, tantas alegrias. Ela que me ajudou a guardar tantas memórias da minha vida, agora se foi. "... sua máquina não tem jeito. A placa oxidou totalmente e compensa mais comprar uma nova que trocar a placa". Amanhã vou lá na assistência buscar seu corpo.

terça-feira, julho 19, 2005

Belas e Chocantes

Christopher Morris, USA, VII para Time Magazine

As imagens são muito melhores que minhas palavras. O Sesc Pompéia expõe as fotos premiadas no World Press Photo 2005. Quem puder visitar, não vai se arrepender. Quem não puder, vê aqui.

segunda-feira, julho 18, 2005

Burocracias Americanas

Hoje fui no consulado americano buscar os passaportes da minha irmã, meu cunhado e meus sobrinhos. Cheguei uma hora antes pra não pegar "tanta" fila. Chegando lá, já estava lotado. Descobri que por sorte a minha fila era a menor. Fiquei lá, atrás de uma moça que não parava de pedir pro namorado comprar chocolate. Depois que ele trouxe um Chokito, ela sossegou. A moça de trás não largava do celular. Não reparei o que conversava, pois momentos antes eu tinha sacado meu livro pra ler. Ela disse que viajava ainda hoje pros States. Eu não prolonguei muito o assunto, voltei ao meu livro. Às duas horas o guarda começou a movimentar a fila. Um por um entrando no consulado, passando pelo detector de metais e também no raio-x. Na minha vez o primeiro segurança me perguntou: - Tem celular? - Tenho sim. - Então entrega pro segurança. - Tá. Entrei. Me senti no aeroporto. Lá dentro, mais dois seguranças. Um deles me perguntou novamente se eu tinha celular. - Tenho sim. - Deixa aqui então. - Tá. - O que tem aqui dentro? - Um livro, documetos e chaves. - Tem alarme? - Alarme? - É, chave com alarme de carro! - Tem também. - Então tira. - Tira? - Isso. - Tá... - Depois você retira na volta. - Tá bom! - E não esquece sua carteira. - Ah, brigado. Saí da sala e mais um segurança me abordou. - Pois não? - Vim retirar uns passaportes. - Ah, tudo bem. É por ordem de chegada. Tem esse pessoal todo na sua frente. Pode sentar aí. Confome a fila for andando, você vai mudando de lugar. - Tá, brigado. Sentei lá. A pessoa que veio depois de mim, foi abordada pelo mesmo segurança com o mesmo discurso. A seguinte também e assim foi... Pensei: Coitado, imagina repetir isso pra fila toda? Enquanto eu aguardava, passava Multishow, mas sem som. O som que tocava era terrível! "Bye, bye tristeza" da Sandra de Sá. Lembrei da Van! Por sorte não demorou pra chegar a minha vez. Peguei todos os passaportes, conferi os vistos e fiquei aliviado de poder ir embora. "Bye, bye consulado, não precisa voltar!!!"

domingo, julho 17, 2005

Vitor


Uma miniatura! Na primeira impressão me pareceu que trazia todas as características da mãe. Depois achei que tinha cara do pai. Agora já não tenho mais certeza. Tão pequeno e já carrega tantas coisas. Tem a aparência frágil, cabelo ralo, pele suave. É bem tranquilo e tem as mãozinhas do tamanho do meu polegar. Reclama, mas só quando está com fome. Quando mama, não faz um piu. Esse é o Vitor Bolsarini Chan, o mais novo integrante das duas famílias. Vem pra nos trazer mais alegria!!!

Mais fotos!

sábado, julho 16, 2005

Preparem as Fraldas!!!

Hoje sou tio mais uma vez. Pela sétima pra ser mais preciso. O Vitor nasceu, às 15h01 no Hospital Santa Joana. A mamis e o papis estão no quarto 414, das 9h às 21h para visitas e quem quiser ligar lá o telefone é 5080 6000. Seja bem vindo à família, Vitor!!!

sexta-feira, julho 15, 2005

Inferno Vermelho...

Preto e branco!!! NÃO CONSIGO DORMIR POR CAUSA DESSA BARULHEIRA TRICOLOR!!!

Vândalos!!!

quinta-feira, julho 14, 2005

Para os Românticos

Auto-retrato tirada no curso de Pinhole do Sesc Pompéia

Nessa época de câmeras digitais, fazer uma pinhole fica para os românticos. Fazer uma foto com uma lata de tinta é voltar ao passado. É descobrir o princípio dessa arte. Pintar a lata, fazer o furo nela, fazer um furinho no papel de alumínio com uma agulha, colar o alumínio na lata, criar o "botão de fazer click"... Tudo isso nos aproxima mais da nossa "câmera". Depois vem o segundo passo que é fotografar. Imaginar o enquadramento, usar tudo ao seu redor pra apoiar a lata, descobrir o melhor tempo... Aí vem a revelação. Hora de descobrir se o que você imaginou saiu no papel e se o tempo estava correto. Se saiu tudo certo, hora de positivar a foto. Teste de cinza pra achar o melhor tom. Achado, voltamos para o ampliador pra dar a luz à nossa filha. Ela não é nítida, não tem o contraste perfeito, tem as bordas brancas, mas é minha filha. E é por isso que gosto da pinhole, porque tem um envolvimento muito maior com apenas uma foto. Tem o elemento surpresa. Tem todo o cuidado na revelação. Não é só clicar e depois deletar. Pinhole é entregar flores, convidar prum cinema, sair pra jantar e aí sim dar o beijo tão esperado. Na digital você beija uma, se não gostou, joga fora e beija outra.

Minhas fotos e as dos outros alunos estão na exposição de auto-retratos no Sesc Pompéia.

quarta-feira, julho 13, 2005

Click!


Na internet, quando tudo se clica, tudo se transforma. Desde os primórdios a gente aprendeu a clicar. Clica lá no espaço do endereço pra escrever outro. Clica num link pra abrir uma página. Clica em outro pra voltar. Clica pra abrir janela e também clica pra fechar. Clica pra ouvir música, pra assistir filme, pra comprar. Às vezes o "double click" vira um "triple double click". Clicamos várias vezes pra ver se a página abre mais rápido. Clica, clica, clica. Mas com as novas tecnologias, criaram um site que desafia a nossa compulsão de clicar. É a dontclick.it. Tente não clicar. Se não resistir, clique pra ver o que acontece!

terça-feira, julho 12, 2005

Enferrujado

O corpo não é mais o mesmo. Dez meses mais velho! É como uma bicicleta que fica parada por muito tempo. Sem manutenção, as graxas e óleos vão se secando, a poeira acumula, o pneu murcha. Com a bicicleta é mais fácil! Manda pra bicicletaria, lava, lubrifica, troca as peças velhas, enche o pneu. Como o corpo é diferente. Não tem bicicletaria. O mecânico sou eu mesmo e devagar vou limpando peça por peça. Tirando as teias de aranha do joelho, lubrificando o tornozelo, colocando graxa nos ombros. O coração sente o esforço de uma simples subida. O pulmão queima com o ar gelado. O cérebro dá ordens e as pernas obedecem. Run Flavs!!!

segunda-feira, julho 11, 2005

Luz

Gosto da luz de inverno. Gosto do jeito que ela ilumina. No fim de tarde fica mais amarela, mais suave. Nada daquela sombra dura de verão. A cidade parece mais aconchegante e mais acolhedora. Ilumina os prédios, as casas e as ruas que contrastam com o céu azul. Aquece o gato deitado no telhado, o cachorro passeando com sua dona e o coração da mesma dona. O ambiente é mais romântico e mais charmoso. A luz chama o fotógrafo e pede pra registrar o momento. Obedeço!!!

A Guerra dos Mundos

Mesmo não sendo o tipo de filme que gosto, fui assistir. Como o Guille sugeriu, fiquei repetindo antes da projeção "é um filme B". Acho que ajudou, mas nem tanto. Mesmo assim, acho que o filme de Spielberg tem uma coisa que achei interessante. Não é o Tom Cruise e nem os outros atores. Não são os raios nem as explosões. Também não é a trilha sonora nem o figurino. É uma pergunta. Pergunta da Rachel, a filha mimada do "Ray" num momento de desespero. A pergunta que todos os americanos devem se fazer ao escutar uma explosão, nem que seja de um balão!

domingo, julho 10, 2005

Parabéns para a Pizza!!!

Todo dia é dia de pizza, mas hoje é um dia especial. Alguém decidiu dizer que dia 10 de julho é o dia da redonda. Massa grossa, fina, pequena ou tamanho família, borda recheada, molho de tomate e mossarela, peperoni, rúcula com tomate sêco, portuguesa ou baiana, ela está sempre presente nas nossas mesas. Pode até ter sido criada na Itália, mas a melhor, com certeza é a paulistana. Isso faz de todos nós viciados incontroláveis. Ver uma pizza fresquinha, que acabou de sair do forno a lenha, com o queijo derretendo... é difícil evitar. Então, nesse dia, talvez seja melhor nem pedir. Ou então pedir muuuito!!! Pedir tanto, pra poder acordar de manhã e ter pizza congelada pro café. Vai uma margherita aí?

sábado, julho 09, 2005

Brrrrrrr!!!

Frio é sinônimo de medo. Dá medo de sair da cama. Dá medo de lavar o rosto. Dá medo de abaixar a calça pra sentar no vaso. Dá medo de tirar a roupa pra entrar no chuveiro. Dá mais medo sair da água quente pra se secar. Dá medo de lavar a louça. Muito medo!!! Dá medo de bater o dedo gelado em alguma coisa. Dá medo de perder uma orelha ou o nariz com o vento. Dá medo de pegar uma baita gripe. Mas o frio também tem suas vantagens!!! Sopa, chocolate quente, chá, fondue, vários endredons... só falta a namorada!!!

quarta-feira, julho 06, 2005

875H - Vl. Mariana

Saí do banco e lá estava ele, parado no ponto. Corri. Ele começou a andar. Fiz sinal e ele parou. Agradeci. O horário era do almoço e estava cheio. Tinha me esquecido desse calor humano dos ônibus de Sampa. As pessoas se esbarravam a cada brecada. Se espremiam de um lado quando o motorista fazia uma curva rápida. Pisavam no meu pé e me acotovelavam sem querer. No primeiro ponto da Paulista, metade do ônibus desceu e consegui respirar melhor. Em Sydney isso não aconteceria. Eles têem limite de pessoas no ônibus. Afinal é um ônibus e não uma lata de sardinha. Mas o motorista não teria parado pra mim.

terça-feira, julho 05, 2005

Computadores

Um tem uma conexão lenta, mas tem os programas que preciso. O outro tem internet rápida, mas não tem os programas. Simples, faço em um e passo pro outro. Fiz. Passei? Só depois de 4h. Gravei num disquete, mas o outro não lia o disquete. Pensei em instalar o zip, mas a chance de dar pau era grande. Desisti. Tentei fazer o primeiro conectar. Nada. Mudei a configuração. Nada. Tentei formatar o disquete no outro. Não formatou. Pensei no zip novamente. Melhor não. Descobri que os cabos dos primeiros estavam desconectados. Conectei os cabos. Tentei conectar na internet. Nada. Muda o cabo de lugar. Nada. Tentei mudar a configuração. Nada. Muda o cabo de novo. Nada. Ligo pro meu irmão. Muda a configuração. Nada. Liga pro Terra. Me passa o número. Enquanto esperava, tentei conectar. Beto, conectou! Vai entender...

domingo, julho 03, 2005

São Paulo


São Paulo é grande. É muito grande. É enorme!!! Prédios disputando um lugar ao sol. Ruas repletas de motores roncando e soprando suas fumaças poluentes. O céu é um degradê do azul para o cinza. Tem um rio onde corre um líquido que já não se sabe mais se é água. As pessoas transbordam na rodoviária. O metrô faz o papel de distribuir todos pela metrópole. Um caos! Não o mesmo caos de 9 meses atrás. Nem melhor, nem pior, diferente. Talvez seja o mesmo, mas minha percepção foi diferente. Estranho... Talvez eu esteja estranho. Talvez eu esteja diferente. Mesmo assim é bom estar de volta!

sexta-feira, julho 01, 2005

Acordando com a Sharapova!!!


Agora na Russia, os gritos de Sharapova podem ser ouvidos como toque de telefone celular. O produto promete bater recorde de vendas e agradar os seus fãs!

“Agora, quando a Sharapova grita, não perderei mais nenhuma chamada” ou “instalei seus gemidos para a função de despertador e, agora, sonho com ela” são algumas opiniões sobre o novo produto.

Ouça a Sharapova gritar!